Em resposta à suspensão do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) para a campanha de Bom Bril Eco, criada pela WMcCann, a Bombril veiculou filme com o mesmo mote de destacar os atributos ecológicos do produto, porém, não faz menção às esponjas sintéticas, principal concorrente da lã de aço. Até a noite do dia 20, o comercial estava sendo veiculado no CineBombril, no Conjunto Nacional, em São Paulo.

De acordo com a empresa, o comercial já tinha sido desenvolvido juntamente com os três filmes ‘Biodesagradável’, ‘Placar’ e ‘Cacique’, suspensos neste  mês. Segundo a Bombril, a WMcCann  havia criado um quarto comercial devido previsão da companhia sobre uma possível mobilização de empresas concorrentes. Mesmo com a veiculação da produção no CineBombril, o anunciante afirma que o filme permaneceu no ar, em TV aberta, somente entre os dias 3 e 6 de junho.

Nos próximos meses, a empresa deverá apresentar nova campanha de  Bom Bril Eco.
Na última semana o Conar acolheu o argumento das empresas concorrentes 3M e Bettanin, que entraram com representação alegando que estavam tendo suas imagens afetadas pela campanha. A decisão do Conar está ligada ao fato de o filme em questão não ter embasamento para dizer que a esponja de aço é mais ecológica que as esponjas sintéticas.  Segundo a Bombril, a campanha já estava fora do ar desde o início de junho.

Em comunicado, a empresa 3M afirma que recorreu ao Conar “por entender que a campanha em questão poderia suscitar ao consumidor e à sociedade a incorreta interpretação de um tema relevante relacionado ao meio ambiente”.

A campanha “Bombril dá de 1001 a zero nos inimigos da natureza” é a primeira criada pela WMcCann. A campanha veiculou os filmes nas principais emissoras do país, como Globo, Record, SBT, Rede TV, Band, Gazeta e também durante a programação de canais fechado como Sony, Universal, Globo News, GNT, Multishow e Warner.  Todos são protagonizados pelo ator Carlos Moreno. Em um dos filmes, o garoto Bombril contracena com o ator Paulo Silvino.