Camila Fremder estreia série na DiaTV com patrocínio da Rexona
Podcaster conversa com o propmark sobre o papel da comunidade ‘noiers’ em fidelização
No camarim do Teatro Bradesco, em São Paulo, minutos antes de entrar no palco para a gravação do episódio que celebra os sete anos do podcast ‘É Nóia Minha?’, Camila Fremder conta como a relação com a audiência se tornou peça fundamental em sua carreira: “O que eu faço é trazer eles para dentro dos projetos. Então, com Rapidinhas (formato de pílulas do podcast), ele foi feito de maneira muito pensada nisso”.
Hoje são mais de 550 episódios no Spotify e, segundo a plataforma Rephonic, 505 milhões de reproduções totais. No YouTube, o podcast soma mais de 74,2 mil inscritos.
No quadro, os ouvintes enviam causos, ou “nóias” – de calotes, histórias de amores não correspondidos, entre outros temas, por meio de mensagens de voz, que são ouvidas por Camila, que responde à audiência no episódio. É a partir desse vínculo com a comunidade de fãs, os chamados ‘noiers’, que a criadora aposta em novos formatos.
Entre as novidades para este ano, a DiaTV, emissora da qual faz parte como apresentadora, anunciou, nesta segunda-feira (13), sua nova grade com 25 programas, incluindo ‘Nóia em Série’, série especial de Camila patrocinada pela Rexona, e ‘Camisa 24’, atração dedicada à Copa do Mundo que ela comanda ao lado da dupla Diva Depressão.
‘Noiers’: quando audiência vira ativo
Em um panorama em que 38% dos brasileiros se enxergam como fãs de algum objeto de devoção, seja um artista pop, uma série, um time de basquete ou uma criadora de conteúdo, segundo a pesquisa ‘Era dos Fandoms’, da Monks em parceria com a Float, a construção de uma comunidade fiel se torna regra do jogo.
Questionada sobre as práticas com sua base, Camila explica: “Também temos os grupos. O mais forte que usamos é o do Telegram, mas tem também do WhatsApp, o do Instagram, do TikTok. Vira e mexe eu mando um áudio por lá, eu queria essa intimidade maior, sabe? De fazer um pouco mais parte não só do projeto do Nóia, mas também um pouco dos bastidores.”
A criadora também se coloca no lugar da audiência. O hábito de ouvir podcasts moldou parte da dinâmica que hoje reproduz. “Sempre fui uma ouvinte. Eu escuto o [podcast] da Déia, por exemplo, fica ali numa sensação de que a gente está na conversa.” Déia Freitas comanda o podcast ‘Não Inviabilize’.
Podcasts sobem nos palcos dos teatros
Camila convidou a dupla Diva Depressão e o criador Chico Barney para lerem os causos enviados pelo público presente. Os ingressos esgotaram em poucas horas. Eventos ao vivo vêm se consolidando como extensão dessa relação com a audiência. O YouTube, por exemplo, lançou um teatro em São Paulo no ano passado.
Camila relembra o receio inicial ao receber o convite da produtora: “A Opus que veio com o convite, eu falei, ‘nossa, será que eu vou conseguir fazer isso?’ Porque eu vim de livro, e fui para o áudio, do áudio eu fui para o vídeo, aí do vídeo eu fui para o ao vivo, né? E tudo sempre, ‘será que eu consigo?’ E foi super legal. Hoje em dia eu adoro fazer um ao vivo. Eu fico nervosa, lógico, é um trabalhão, exige uma equipe grande, mil coisas para pensar, mas eu me divirto muito fazendo.”
Os diferentes públicos de cada plataforma
A presença em múltiplas plataformas também influencia a construção da audiência. Segundo ela, cada canal cumpre um papel distinto na jornada do público. “Eu acho que cada plataforma me traz um tipo de seguidor e me conta um tipo de historinha.”
Enquanto o podcast concentra uma base consolidada, redes como TikTok e YouTube impulsionam a chegada de novos públicos. “Eu acho que eu tive uma renovação de público bem legal por conta do TikTok. Mas ainda acho que meu público ainda é muito do Instagram.”
Para Camila, essa dinâmica permite alcançar perfis diversos dentro de um mesmo ecossistema de conteúdo. “Cada plataforma é um público diferente. E eu acho isso muito legal, porque no final você faz esse cruzamento de gerações. Eu acho que eu tive uma renovação de público bem legal por conta do TikTok. E isso está acontecendo no YouTube agora. Então também a minha ida para a Dia TV, né? Que tem um público super jovem. Então muita gente chega agora no canal do Nóia, que não é a minha seguidora do Instagram.”