Cannes Lions: ‘Com certeza veremos muitas campanhas com IA sendo premiadas’, diz Rafael Gil

Para Rafael Gil, CCO da Artplan e jurado do festival, a excelência em Industry Craft vai muito além da execução impecável: passa pela capacidade de transformar ideias em experiências profundas

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Cannes Lions 2026 promete ampliar o debate sobre o futuro da indústria criativa global. Para Rafael Gil, CCO da Artplan, a excelência em Industry Craft vai muito além da execução impecável: passa pela capacidade de transformar ideias em experiências profundas, culturalmente relevantes e capazes de gerar conexão humana.
Nesta entrevista, o executivo fala sobre a evolução dos critérios de avaliação do festival, o protagonismo crescente da inteligência artificial, os erros mais comuns em inscrições e o papel da criatividade brasileira em um cenário cada vez mais plural.

RESPONSABILIDADE
Como jurado de uma categoria em que o Brasil sempre se destacou, e na qual tivemos grandes nomes servindo de referência para o mundo inteiro, de Washington Olivetto a Marcello Serpa, confesso que a responsabilidade é muito grande. Mas, ao mesmo tempo, estou muito animado com todas as discussões e aprendizados que estão por vir. Principalmente quando olho para a categoria Industry Craft, que vem passando por grandes transformações, assim como o nosso mercado de forma geral. Industry Craft normalmente é associada apenas à excelência na execução. Mas não podemos esquecer que Craft vai muito além disso. É uma forma de pensar altamente técnica, em todas as suas formas, usada para dar vida a uma ideia e transformá-la em algo que faça as pessoas sentirem e experienciarem marcas de maneira mais profunda.

PASSADO X PRESENTE
Acredito que o festival esteja em constante transformação para refletir cada vez mais os mercados ao redor do mundo. Vejo isso quando observo mais países conquistando seus primeiros Leões, fazendo história, e também com a participação crescente de novas marcas, inclusive marcas que não são necessariamente grandes players globais. A busca pela excelência nas ideias e nas execuções continua sendo uma constante do festival ano após ano. Mas fico muito animado ao perceber que esse espaço tão importante para a nossa indústria pode ser ocupado cada vez mais por pessoas, culturas e marcas diferentes.

Rafael Gil: “Nossa criatividade continua forte e está no mercado como um todo” (Imagem: Mauricio Nahas)

OXIGÊNIO
Nosso país respira criatividade. Isso faz parte da nossa cultura. Então acredito que sempre chegaremos como fortes candidatos a conquistar muitos Leões. Tenho acompanhado campanhas extremamente criativas e fortes candidatas a prêmios, feitas por diferentes agências. Isso mostra que a nossa criatividade continua forte e que ela não está concentrada em poucas agências, mas, sim, espalhada pelo mercado brasileiro como um todo. A criatividade, como meio, precisa servir a um propósito. Hoje, criatividade e impacto caminham juntos de forma cada vez mais inseparável.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 15 de junho.

Bruna Magatti
Bruna Magatti
Editora Assistente
[email protected]

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