Cannes Lions: “Estar do outro lado muda a perspectiva”, diz Edu Luke

Fundador e produtor de som da Hefty Music & Sound, Edu Luke, fala ao propmark sobre o desafio em integrar o juri da categoria Audio & Radio de Cannes Lions

ÍNDICE

Fundador e produtor de som da Hefty Music & Sound, Edu Luke já soma mais de 250 prêmios internacionais, incluindo 69 Leões em Cannes, com seis Grand Prix e nove Ouros. Neste ano, ele acrescenta o papel de concorrente ao de jurado no Cannes Lions, na categoria Audio & Radio. Antes de fundar a empresa, em 2015, o multi-instrumentista, compositor e produtor já foi indicado ao Latin Grammy e construiu sua trajetória entre a música, o audiovisual e a publicidade. “Você deixa de olhar só para ‘como eu faço para ganhar’ e passa a pensar ‘como eu protejo o valor desse prêmio’”, comenta.

JURADO
É a primeira vez que eu participo do Cannes Lions como jurado de categoria. Estar do outro lado da mesa muda completamente a perspectiva. Você deixa de olhar só para “como eu faço para ganhar” e passa a pensar “como eu protejo o valor desse prêmio”. A responsabilidade aumenta muito: cada decisão ali afeta carreiras, posicionamento de mercado e, em certa medida, a história recente da nossa indústria.

EXPECTATIVAS
Minha expectativa é encontrar trabalhos que comprovem que Cannes não é apenas um show de criatividade, mas um lugar onde se celebra o que realmente move a agulha no mundo real. Espero ver ideias em áudio que sejam ao mesmo tempo simples de entender e sofisticadas na execução, que tenham legitimidade de marca e uma relação clara com algum impacto, seja de negócio, seja cultural ou social. E também espero sair de lá com a régua criativa recalibrada para cima.

AUDIO & RADIO
Em Audio & Radio, eu espero ver o som sendo tratado como mídia principal, não como acessório. Campanhas que usem áudio para criar experiências genuínas, em contexto real. Em especial, quero ver soluções criativas que consigam fazer muito com pouco, amplificando mensagens de forma orgânica e não convencional.

Edu Luke: “Não me deixo encantar só pela beleza da produção” (Imagem: Divulgação)

TECNOLOGIA
O que realmente pesa é: a IA serviu à ideia ou a ideia está servindo à IA? Se a IA foi usada de maneira ética, transparente e para potencializar a força da mensagem, por exemplo, para personalizar experiências em escala ou viabilizar algo, ótimo. Mas, se ela aparece só como truque estético ou fetiche tecnológico, sem impacto real para o público ou para a marca, não deve somar pontos na avaliação.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 08 de junho.

Bruna Nunes
Bruna Nunes
Repórter
bruna@propmark.com.br

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

publicidade

publicidade

Inscreva-se para receber as últimas atulizações

Fique por dentro das novidades do mercado publicitário

Leia Também