CP+B passa a se chamar Crispin e adota o conceito ‘Criatividade coletiva’

Movimento tem campanha com trilha da Jamute, inspirada no samba e MPB

A Crispin Porter + Bogusky (CP+B) passa a se chamar Crispin em um movimento que simplifica a identidade da marca e reforça a autonomia local da agência pertencente ao grupo Stagwell. Sob o novo conceito ‘Criatividade coletiva’, a operação liderada pelo CEO Vinicius Reis e o co-CEO André Kassu entra em uma nova fase de crescimento, pavimentada por resultados obtidos nos últimos anos.

Em 2025, o quadro de colaboradores dobrou e a agência passou da 48ª para a 21ª posição no ranking de agências, segundo dados do Ibope citados pela Crispin.

“Simplificar decisões sempre fez parte da nossa forma de trabalhar. Com o tempo, entendemos que o nosso próprio nome precisa acompanhar essa lógica. O rebranding não apaga a nossa história, ele traduz com mais clareza quem somos hoje: uma agência que escuta seus clientes e resolve desafios reais de negócio de forma direta, criativa e conectada à cultura local”, declara Reis.

A Crispin, já chamada assim por clientes, parceiros e colaboradores de forma espontânea, incorporou referências da cultura brasileira em sua nova roupagem, com cores e composições próprias, em contraste ao design global. “Eu queria que a gente tivesse uma identidade visual que não tivesse medo de ser brasileira” conta Kassu.

A mentalidade colaborativa se destaca. “Uma das frases que está nas premissas da cultura da agência diz: Ninguém resolve as coisas sozinho. Dependemos uns dos outros para que nossas entregas individuais façam sentido. Para nós, criatividade coletiva é um pensamento transversal”, defende Kassu.

Os sócios Vinicius Reis e André Kassu: agência que escuta os clientes e usa a criatividade coletiva como pensamento transversal (Divulgação)

Referências vindas do samba e da MPB dão o tom da campanha que comunica o reposicionamento. A trilha assinada pela Jamute embala as frases “bora pensar uma” e “bora criar uma”. Ao término, o nome Crispin surge com pronúncia brasileira.

História
A agência fundada nos Estados Unidos em 1988 era controlada pela canadense MDC Partners, que se fundiu com o Stagwell, de Mark Penn, em 2021. Hoje, é a principal operação do grupo na América Latina. Entre os clientes, estão 99, Delícia, JBS, McCain, Forno de Minas, Lenovo, Motorola, Cerveja Original, Guaraná Antarctica, Zeekr e M. Dias Branco. Vinicius Reis comanda a expansão dos negócios e o fortalecimento de sinergias capazes de acelerar a oferta integrada para clientes regionais e globais. Ele conduz cerca de 600 profissionais no Brasil e 50 na América Latina.