Do patrocínio à plataforma: o modelo do Carnaval Na Cidade para marcas

Em 2026, evento expande entregas e adota abordagem mais integrada para marcas e público

Em um período marcado pela disputa intensa por atenção e presença de marcas, o Carnaval tem se consolidado como um dos principais territórios de experimentação para o live marketing no Brasil.

Em São Paulo, o Carnaval Na Cidade entra em 2026 em uma nova etapa, ampliando estrutura, público e entregas para anunciantes. À frente do projeto, a Fishfire aposta em um modelo que vai além da lógica de patrocínio tradicional e trata o evento como uma plataforma de relacionamento contínuo entre marcas e consumidores.

Um evento pensado como plataforma

Para Guilherme Teixeira, sócio da Fishfire, a principal diferença do Carnaval Na Cidade está no desenho do projeto. “Desde a origem, o CNC foi pensado para integrar entretenimento, experiência e estratégia de marca de forma orgânica”, afirma. Segundo ele, a curadoria artística, a estrutura proprietária e a leitura de comportamento do público permitem que as marcas se integrem à narrativa do Carnaval “criando vínculos emocionais reais, e não apenas presença de mídia em um período saturado de mensagens”.

"O  CNC foi pensado para integrar entretenimento, experiência e estratégia de marca de forma orgânica"
Guilherme Teixeira, sócio da Fishfire | Imagem: Divulgação

O modelo comercial do CNC parte de cotas flexíveis e personalizáveis, desenhadas de acordo com os objetivos de cada anunciante. “Estruturamos cotas flexíveis, que funcionam como plataformas de cocriação”, explica Teixeira.

A atuação da Fishfire envolve planejamento, execução e acompanhamento de resultados. Para o executivo, o aprendizado para o mercado é claro: “o live marketing ganha muito mais força quando sai do formato engessado e passa a operar com inteligência criativa, dados e entendimento real de jornada”.

Jornada ampliada e relevância para o público

Na edição de 2026, o evento amplia sua atuação ao longo de toda a experiência do consumidor, antes, durante e depois dos dias de festa. “Momentos como a retirada, o deslocamento até o evento, a vivência dentro do espaço e o pós-evento nas redes sociais são pontos-chave de conexão”, diz Teixeira. Ele observa que marcas com melhor desempenho são aquelas que entendem o Carnaval como uma experiência contínua. Esse movimento dialoga com dados da Kantar IBOPE Media, segundo os quais 85% dos foliões se dizem mais propensos a consumir marcas presentes em eventos de Carnaval.

Ao olhar para o mercado, Teixeira avalia que grandes eventos culturais passam a operar como ambientes estratégicos de relacionamento. “O futuro do live marketing passa por plataformas híbridas, ações personalizadas e métricas de qualidade, não apenas de alcance”, afirma. Para ele, o CNC indica um caminho em que a relevância vem da interação vivida pelo público, e não da simples exposição de marca.

"O futuro do live marketing passa por plataformas híbridas, ações personalizadas e métricas de qualidade, não apenas de alcance"

Imagem do topo: @opauloliv