Em meio à pulverização de mensagens, marcas precisam permanecer intactas

CCO da Talent, Gustavo Victorino defende que a agência deve garantir consistência e propósito na construção das marcas em tempos de IA

Em um cenário em que mensagens se multiplicam nas diferentes plataformas, linguagens e formatos, manter a consistência de marca se torna um dos principais desafios da comunicação. Para Gustavo Victorino, CCO da Talent, é nesse contexto que o papel da agência se redefine. Para além da autoria de ideias, passa a ser responsável por garantir unidade. “Como guardiões da marca, nossa missão é assegurar que, mesmo com mensagens pulverizadas em diferentes meios e linguagens, a identidade e o propósito do cliente permaneçam intactos”, diz ele.

A partir desse princípio, Victorino entende que a agência mantém um papel central, ainda que mais distribuído. “A agência continua sendo o berço do conceito e da estratégia de marca. Nós propomos a ideia central e a partir daí, assumimos o papel de orquestradores de um ecossistema complexo.”

Nesse modelo, a abertura para creators, plataformas e tecnologia não enfraquece a atuação da agência, desde que haja direção clara. Sem esse alinhamento, o risco é a comunicação perder coerência e diluir o posicionamento da marca ao longo dos pontos de contato.

Gustavo Victorino, CCO da Talent: “Nossa capacidade de inventar torna-se o maior diferencial competitivo” (Imagem: Divulgação)

“Podemos, e devemos, somar a expertise de creators, a agilidade das plataformas e o potencial da tecnologia, mas cabe à agência garantir que todos esses movimentos estejam a serviço de uma construção sólida.”

Leia a íntegra da entrevista na edição impressa do dia 06 de abril.