Entre expectativas e cautela, fusão de Omnicom e IPG divide o mercado

Sentimentos vão do desrespeito às redes que ajudaram a construir a história da propaganda ao entusiasmo com o avanço de negócios independentes

Uma onda de sentimentos diversos tomou conta do mercado após a fusão do Grupo Omnicom e IPG extinguir agências que ajudaram a construir a história da propaganda. O acordo encerrou as operações da DM9 e Lew’Lara\TBWA, absorvidas pela nova Lola\TBWA. A iD\TBWA mantém autonomia. As mudanças provocaram uma debandada de lideranças da Lew´Lara\TBWA, que estaria ligada à falta de transparência nas decisões. Antes, a fusão já havia decretado o fim da DDB e da FCB.

“Não deixa de ser contraditório e triste ver a publicidade, especialista em construção de marcas, tratando tantas marcas icônicas de agências com tamanho descaso e pouco cuidado”, desabafa Mario D’Andrea, CEO e sócio-fundador da D’OM Soluções Improváveis.

Guilherme Jahara, sócio e co-CCO da Dark Kitchen Creatives (DKC), também lamenta “ver marcas históricas da propaganda brasileira sendo desmontadas e profissionais qualificados sendo descartados como se fossem apenas linhas de planilha”, explica

Embora polêmica, a fusão de Omnicom e IPG embala o possível retorno de um mercado local de agências independentes com estruturas leves e decisões mais rápidas, conduzidas por publicitários de formação “e não apenas por executivos de qualquer atividade”, critica D’Andrea.  “Estamos vendo um crescimento consistente das agências de dono”, reitera o executivo.

Gustavo Bastos, CEO e CCO da Onzevinteum, concorda. “Esse movimento favorece muito as agências independentes, mostra o quanto uma operação indie pode absorver grandes contas e operá-las com mais criatividade e agilidade. Mostra ainda como os clientes de todos os tamanhos podem tomar essa mesma atitude, de migrar para as independentes, sem medo”, convida Bastos.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa de 26 de janeiro.

Crédito da imagem no topo: Freepik