Franchising supera R$ 300 bi em 2025 e cresce 10,5% no Brasil, aponta ABF

Setor soma 1,7 milhão de empregos e ultrapassa 200 mil operações no país

O mercado de franquias no Brasil ultrapassou a marca de R$ 300 bilhões em faturamento em 2025, alcançando R$ 301,7 bilhões, segundo a ABF. O resultado representa crescimento nominal de 10,5% em relação ao ano anterior.

De acordo com a entidade, o desempenho foi impulsionado por fatores como expansão para cidades menores, ganho de eficiência operacional e maior demanda em períodos sazonais, especialmente no último trimestre, que registrou faturamento de R$ 89,3 bilhões.

O setor também manteve relevância na geração de empregos, com 1,762 milhão de trabalhadores diretos em 2025, alta de 2,5% na comparação anual.

Setor supera 200 mil unidades e mantém expansão

O número de operações chegou a 202.444 franquias no país, crescimento de 4.735 unidades em relação ao ano anterior. Ao todo, o franchising brasileiro reúne 3.297 redes, número estável frente a 2024.

Segundo a ABF, a taxa de abertura de novas operações foi de 18%, enquanto os fechamentos ficaram em 7,4%, resultando em saldo positivo de 10,6%. O repasse de unidades também avançou, atingindo 4%.

Limpeza, beleza e alimentação lideram crescimento

Todos os segmentos do franchising registraram alta em 2025. Entre os destaques, limpeza e conservação cresceu 16,8%, seguido por saúde, beleza e bem-estar (14,6%) e alimentação comércio e distribuição (12,9%).

Também apresentaram desempenho positivo os segmentos de alimentação food service (10,8%), entretenimento e lazer (10,5%) e hotelaria e turismo (10,3%).

Para Tom Moreira Leite, o setor se beneficia de características estruturais. “O franchising está mais preparado para um cenário que exige inovação, escala e colaboração”, afirma.

ABF projeta crescimento de até 10% em 2026

A entidade estima que o setor deve crescer entre 8% e 10% em 2026, com avanço no número de redes, operações e empregos.

A expectativa considera um cenário de estabilidade econômica, com possível redução de juros e inflação, além da manutenção do nível de emprego e do poder de compra da população.

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