Gabriela Borges investe em autonomia e influência transversal para se destacar

CEO da Publicis Brasil defende visibilidade, posicionamento claro e ambientes mais coletivos para sustentar resultados; para ela, confiança é ativo estratégico

Em grandes organizações, visibilidade é estratégia. Ao longo da trajetória de Gabriela Borges, CEO da Publicis Brasil, aprender a ocupar espaço e sustentar posicionamentos em fóruns decisivos foi tão determinante quanto entregar resultados. Liderar, para ela, é combinar autonomia com influência real.
“Sempre resolvi antes de acionar e sempre comuniquei bem resultados”, conta a CEO. A combinação entre entrega consistente e construção de relações sólidas com líderes e equipes estruturou sua ascensão. Para ela, confiança é ativo estratégico.
Mesmo com segurança nas decisões, percebeu que precisava desenvolver uma habilidade específica para ampliar sua influência. “Não me vendia bem em grandes fóruns”. Entendeu que comunicar realizações é tão importante quanto alcançá-las. “Vender o peixe em voz alta é tão importante quanto entregar o resultado. Ser percebida é necessário”. A visibilidade, nesse sentido, passou a integrar a estratégia de liderança.
Para Gabriela, ocupar uma posição formal de poder é diferente de exercer influência. “Você não precisa ter grande poder para influenciar a organização”. Transitar bem entre áreas, compreender o ecossistema e atuar de forma propositiva são fatores que determinam impacto real, independentemente do cargo.
Ao assumir posições estratégicas, precisou abandonar o medo da mudança. “Eu me dispus a abraçar o novo, revisitar pensamentos e estar aberta a moldar o futuro”. Também fortaleceu uma postura intencional de posicionamento. “A cadeira de liderança é sobre visão, posicionamento claro e opiniões que construam”. Liderar, para ela, exige clareza pública de direção.
Sobre liderança feminina, observa que as mulheres já ocupam muitas das principais cadeiras do mercado. Não identifica um modelo completamente distinto, mas percebe diferenças na dinâmica de gestão. “As agências nas mãos femininas tendem a trabalhar de forma mais coletiva e são menos autocentradas”. Estruturas menos hierárquicas e foco em resultado aparecem como traços recorrentes.

Imagem do Topo: Divulgação
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