Inflr: marketing de influência e ad no ad

Thiago Cavalcante, fundador da adtech Inflr, fala sobre os desafios em conectar marcas a influenciadores com construção de narrativas através da maximização crossmedia

Executivo com carreira no digital, em agências como iProspect e Jüssi, Thiago Cavalcante entendeu rápido o potencial do marketing de influência para ganhar escala. Em 2020, fundou a adtech Inflr para conectar marcas a influenciadores com construção de narrativas através da maximização crossmedia. “Nossa força está na distribuição via mobengage, garantindo que a história do influenciador continue sendo contada para o usuário em diferentes canais, sem sentir que está sendo interrompido por um anúncio. Chamamos isso de ‘ad no ad’”, diz ele, que se associou à Rede Ronaldo em projeto para a Copa.

Thiago Cavalcante: O futuro está na integração entre o online e o offline, garantindo que o impacto de um evento se transforme em uma lembrança de marca duradoura (Imagem: Divulgação)

Construção de marca
Um dos nossos maiores diferenciais é transformar a influência em construção de marca contínua. O caso da Britânia é emblemático: não é uma campanha, é um projeto anual em que usamos dados para garantir que a mensagem chegue a quem realmente importa. No Rock in Rio, elevamos isso ao cruzar dados com geolocalização, impactando no estacionamento do evento apenas quem já tinha tido contato com a marca durante o ano. Não é sobre volume de impactos, é sobre precisão e afinidade. É garantir que a marca esteja no topo da lista de consideração do consumidor quando ele for tomar uma decisão.

Maximização crossmedia
A gente não faz apenas posts; construímos narrativas através do que chamamos de maximização crossmedia. Nossa força está na distribuição via MoEngage, garantindo que a história do influenciador continue sendo contada para o usuário em diferentes canais, na ordem certa. É um modelo de consideração 2.0: o usuário vê o influenciador 1, depois o 2 e o 3, sem sentir que está sendo interrompido por um anúncio. Chamamos isso de “ad no ad”. A marca entra no subconsciente de forma nativa, criando uma lembrança poderosa que impulsiona o desejo de compra organicamente.

‘Brasa em campo’
A grande oportunidade hoje é o projeto Rede Ronaldo — “Brasa em Campo: Onde nasce o ‘raipe’ para a Copa”. É onde unimos o espaço físico, o calor do evento e a nossa tecnologia de mídia para criar um ecossistema de desejo. O mercado está percebendo que ativações pontuais são insuficientes. O futuro está na integração entre o online e o offline, garantindo que o impacto de um evento se transforme em uma lembrança de marca duradoura. Estamos criando o lugar onde o ‘raipe’ brasileiro ganha escala.

Escala em mídia
As expectativas são altíssimas. Unimos a força da Rede Ronaldo e a expertise em eventos da EA com a nossa capacidade de escala em mídia. Já temos parceiros como a Prefeitura de São Paulo e o Consulado Americano, além de transmissão com ESPN e Disney+. No ‘Brasa em Campo’, vamos provar que é possível capturar a atenção em um evento físico e manter essa audiência aquecida e fiel através de dados, transformando o ‘raipe’ do momento em uma estratégia de marca.  Queremos resolver a dor das marcas que investem milhões e veem o assunto morrer no dia seguinte. O nosso papel é transformar eventos como a Copa do Mundo em máquinas de comunicação, onde a marca permanece no imaginário do consumidor depois de as luzes do estádio se apagarem.

Leia a íntegra da entrevista na edição impressa do dia 13 de abril