Influência passa a operar como canal de performance em 2026, aponta guia da Ori

Estudo indica que Creator Economy deixa de atuar apenas em awareness e passa a integrar estratégias de aquisição

A atuação de influenciadores digitais deve ganhar um novo papel dentro das estratégias de marketing das marcas a partir de 2026, pelo menos é o que avalia o Guia Prático de Influência como Canal de Performance, lançado pela Ori, startup brasileira especializada em marketing de influência.

Segundo os resultados do levantamento, a Creator Economy deixa de ser acionada majoritariamente para objetivos de awareness e passa a operar como um canal estruturado de performance, com impacto direto em geração de receita.

O estudo mostra que influenciadores passam a ser integrados ao funil de conversão das empresas, com processos de mensuração, atribuição e governança semelhantes aos aplicados à mídia paga. A proposta envolve a adoção de métricas de negócio, contratos baseados em KPIs e uso intensivo de dados para garantir previsibilidade e escala às ações com creators.

Influência integrada ao funil de conversão

O modelo defendido pela Ori parte da premissa de que a influência pode atuar em todas as etapas do funil, da descoberta ao pós-venda. Para isso, o guia propõe a estruturação de parcerias recorrentes com criadores, apoiadas em ferramentas como UTMs padronizadas, links rastreáveis, cupons individualizados e landing pages dedicadas.

Além disso, o estudo aponta o uso de estratégias como whitelisting, que permite às marcas impulsionarem conteúdos dos creators em mídia paga, e o aproveitamento de conteúdos autorais em campanhas de aquisição e retargeting. A lógica, segundo o material, é aproximar a operação de influência da dinâmica já consolidada em canais de performance digital.

“O erro do mercado foi tratar influência como um meio exclusivamente criativo. O que estamos mostrando é que, quando operada com método, tecnologia e ciência de dados, ela se torna um canal eficiente de aquisição, com CAC competitivo e impacto direto em receita”, aponta Léo Fernandes, fundador da Ori.

Léo Fernandes, fundador da Ori | Imagem: divulgação

Cinco macrotendências para 2026

O guia mapeia cinco macrotendências que devem orientar a atuação das marcas com influenciadores nos próximos anos. A primeira delas é a curadoria técnica de criadores, com negociações mais estruturadas, briefings orientados a performance e contratos que incluem cláusulas de SLA, KPIs e direitos de uso de conteúdo.

Outra frente destacada é o avanço dos conteúdos transacionáveis, ou shop-native, que conectam diretamente o conteúdo produzido pelos creators ao checkout das plataformas, especialmente no varejo digital. O estudo também aponta o uso de first-party data via criadores, com páginas dedicadas e integração ao CRM das marcas, ampliando a captura e a qualificação de dados de audiência.

Completam a lista a aplicação de ciência criativa, com testes contínuos de narrativas, formatos e CTAs, além da interação entre canais orgânicos e pagos, com uso de dark posts, segmentações e comparações entre branded content e creator content.

Framework operacional e métricas de negócio

Para viabilizar a adoção desse modelo, a Ori apresenta um framework operacional de 90 dias, dividido em etapas que vão desde o product fit entre marca, creator e audiência até governança e escala. O processo inclui definição de ofertas, instrumentação de mensuração, testes de incrementabilidade e rotinas de avaliação de performance.

Entre os principais indicadores recomendados pelo guia estão métricas como CAC, LTV, ROAS, participação da receita atribuída a creators, qualidade do lead e taxa de recompra. O material defende que esses indicadores passem a orientar decisões estratégicas envolvendo influência, aproximando a área das rotinas de growth e mídia.

Marcas como Aramis, Shop2Gether e EBAC estão entre as empresas citadas no material como casos que validaram o modelo proposto, com uso recorrente de influência integrada a estratégias de aquisição e performance.

“A Ori começou como consultoria, mas rapidamente entendemos que o gargalo do mercado não era acesso a creators. era falta de estrutura. Influência operava sem método, sem integração e sem previsibilidade" explica Matt Ribeiro, cofundador da empresa.

Matt Ribeiro, cofundador da Ori | Imagem: divulgação

"Por isso, desenvolvemos tecnologia e processos próprios para organizar o operacional, conectar dados e liberar os stakeholders para o que realmente gera valor: estratégia, tomada de decisão e impacto direto em resultado”, conclui.