Influenciadora e atriz, Thai de Mello usa a criatividade para ativar anunciantes

Ela já construiu narrativas de Prada, Gucci, Dior, Renner, Havaianas, Electrolux, Melissa, Hering e Nubank para traduzir comportamentos

Cada vez mais nichado, o segmento de influência traz personagens que muitas vezes não acumulam milhões de seguidores. É o caso da atriz, escritora e creator do universo da moda Thai de Mello, que tem cerca de 200 mil seguidores nas redes sociais. Ela está em cartaz em São Paulo com o espetáculo ‘Como é que eu vim parar aqui?’, apresentado pela marca Nubank Ultravioleta, mas  tem feito barulho em ações para marcas de universos distintos, como Prada, Gucci, Dior, Renner, Havaianas, Electrolux, Melissa, Hering e Nubank.

Nas suas palavras, o caminho que construiu para atrair agências e anunciantes é pautado pela tradução de  comportamento, desejo e identidade cultural. “No palco levo questões que interessam diretamente ao mercado publicitário, como autenticidade, coerência de imagem, compatibilidade entre criadora de conteúdo e marca, legitimidade em temas sensíveis e o valor cultural de parcerias que vão além da simples exposição”, ela esclarece, lembrando que sua busca contempla, como criadora digital, deixar de ser apenas mídia e passar “a ocupar um espaço mais complexo e estratégico na relação entre marcas, audiência e cultura”.

Autenticidade e vida real. Ela é casada há 15 anos e é mãe de dois filhos,   que deram liga em ação para a Renner.  “Quando uma marca entra numa conversa como maternidade, autoestima, saúde emocional ou qualquer outro assunto íntimo da vida das pessoas, ela precisa saber por que está falando daquilo e qual é a legitimidade dessa fala. O público percebe muito rápido quando existe só oportunismo estético. Acho que o caminho mais honesto é abrir espaço para a complexidade, não tentar simplificar demais e trabalhar com pessoas que realmente têm vivência e verdade naquela conversa”, afirma.

Thai de Mello (Imagem: Divulgação)

Thai lembra que quando a proposta é um collab da marca com influencers,  há a necessidade de entrar mais profundamente na construção do que está sendo proposto. Por quê? Ela responde: “Numa campanha, você empresta imagem, contexto e interpretação. Quando existe participação em produto, estética e narrativa, você não está só comunicando algo pronto, está ajudando a dar forma àquilo. E isso muda tudo, porque a entrega fica mais orgânica, mais coerente e mais próxima daquilo que a audiência reconhece como verdadeiro em você”.

Leia a íntegra da entrevista na edição impressa do dia 27 de abril.