LGPD: "Não haverá tempo para quem deixar para última hora"

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Tiago Santos, da Lima Consulting, e as advogadas do escritório PNST, Patrícia Perinazzo (esq.) e Priscilla Santos, durante o evento sobre a Lei de Proteção de Dados

O ano de 2020 já está no passado para algumas empresas. Isso porque as que ainda não ajustaram suas práticas de comunicação, marketing, vendas e compliance à nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais correm o risco de perderem grandes datas comerciais por não estarem com seus bancos de dados em conformidade com as novas regras. “Não haverá tempo para quem deixar esse alinhamento para última hora”, alerta Tiago Santos, head of solutions da Lima Consulting Group Brasil.

Durante o evento “A Nova Lei Brasileira de Proteção de Dados (LGPD), sua empresa está preparada?”, realizado em 8/5 e promovido pela Lima Consulting e o escritório Pacheco Neto, Sanden, Teisseire Advogados, Santos falou sobre a importância dos ajustes de bases de dados que possuam informações de clientes, principalmente as que contenham PIIs (Personally Identifiable Information). Essa base se traduz em um conjunto de dados de CRMs, informações pessoais e perfis de consumo de possíveis clientes e atuais clientes, usada em ações de comunicação, marketing e vendas, fundamental principalmente em grandes momentos do varejo, como Dia das Mães, Dia das Crianças, Páscoa, Black Friday e Natal.

Para não perderem mais tempo, ele recomenda às empresas agirem o mais rápido possível com levantamento da situação atual e entendimento dos ajustes necessários para estarem em conformidade com a lei.

E para os que arriscarem trabalhar com dados sem os ajustes necessários, ele alerta para as sansões previstas, que será fiscalizada pela Autoridade nacional de Proteção de Dados (ANPD). “As multas chegam a incluir até mesmo percentuais de faturamento, ou seja, não vale a pena arriscar”, conclui.