Live marketing deve ganhar papel estratégico em 2026, aponta Ampro

Levantamento da entidade destaca tecnologias, dados e comunidades como vetores de expansão do segmento

Com crescimento registrado ao longo de 2025, o live marketing entra em 2026 projetado como uma frente central nas estratégias de marcas e anunciantes. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Live Marketing, o setor movimentou cerca de R$ 100 bilhões no último ano, impulsionado por eventos corporativos, ativações de marca, promoções e experiências proprietárias.

O avanço também se refletiu na 25ª edição do Ampro Awards, que registrou 509 cases inscritos e a participação de 108 agências, número considerado recorde pela entidade. As categorias contemplaram frentes como comunicação integrada, social e trade marketing.

Para Heloisa Santana, presidente executiva da Ampro (Associação de Markering Promocional) o live marketing deixa de atuar apenas como ferramenta tática e passa a ocupar um papel mais estratégico dentro dos orçamentos.

“O setor se posiciona como prioridade, especialmente entre marcas que buscam construção de comunidade e conexão emocional. Ampliar investimentos nessa frente significa apostar em retenção, diferenciação e expansão de mercado”, afirma.

Heloisa Santana | Imagem: Alê Oliveira

A entidade destacou as cinco tendências que devem orientar os investimentos das marcas em live marketing ao longo de 2026, são elas:

Experiências guiadas pela neurociência

O uso de estímulos sensoriais, leitura de emoções e design baseado em neurociência tende a ganhar espaço nas ativações. A proposta é ampliar a efetividade das experiências ao conectar decisões de consumo a respostas comportamentais observadas durante as interações.

Personalização com IA generativa

A inteligência artificial generativa passa a atuar como motor de personalização, permitindo adaptar conteúdos, roteiros, linguagem e interações de acordo com o perfil e o comportamento de cada público, inclusive em tempo real.

Data-driven ao vivo

Os dados deixam de ser utilizados apenas no pós-evento e passam a orientar ajustes durante a execução das ações. A leitura contínua de indicadores permite otimizar impacto, engajamento e conversão ao longo da experiência.

Integração físico-digital

A convergência entre ambientes presenciais e digitais tende a se aprofundar, com marcas estruturando jornadas contínuas e integradas. A proposta é criar pontos de contato complementares, em vez de ações isoladas entre on e offline.

Comunidades como extensão das experiências

A criação de comunidades ativas ganha relevância como desdobramento das ações de live marketing. O estímulo ao conteúdo gerado pelos próprios usuários aparece como estratégia para ampliar alcance, legitimidade e recorrência das mensagens.

Segundo Heloisa Santana, a combinação entre tecnologia, comportamento e criatividade coloca o live marketing entre as frentes com maior potencial de expansão em 2026. “É um segmento com capacidade de gerar resultados mensuráveis e alinhados às novas expectativas do consumidor”, conclui.