Marqueterie reposiciona a gestão de reputação como insumo estratégico

Bia Azevedo, managing partner da agência, detalha a evolução do modelo, a integração entre disciplinas e os desafios do mercado

Fundada em 2005, a Marqueterie ampliou ao longo dos últimos anos, seu escopo de atuação e a profundidade das entregas, acompanhando a transformação do papel da comunicação dentro das empresas.

O que começou com foco mais concentrado em assessoria de imprensa, evoluiu para um modelo integrado voltado à construção de reputação, posicionamento e influência, reunindo relações públicas, eventos, ativações e programas de thought leadership.

Essa evolução também se reflete no perfil de clientes atendidos. Se antes a agência tinha presença mais forte entre marcas de luxo e lifestyle, hoje atua de forma consistente com empresas de serviços financeiros, tecnologia, bens de consumo e negócios em transformação. “Hoje, nosso papel vai além da visibilidade: contribuímos para a construção de confiança e valor de longo prazo”, afirma Bia Azevedo, managing partner da Marqueterie.

À frente da agência, Débora Carvalho, Teresa Westin e Bia Azevedo conduzem um modelo de atuação orientado à reputação | Imagem: divulgação

Na estrutura das empresas, a agência passou a ocupar um espaço mais próximo da consultoria estratégica. A execução segue como dimensão essencial do trabalho, mas passa a estar ancorada em decisões de alto nível, consistência narrativa e gestão de risco reputacional. “Cada vez mais, a comunicação deixa de ser apenas output e passa a ser input para decisões estratégicas de negócio”, diz a executiva.

Entre as demandas corporativas mais recorrentes, três frentes se destacam: gestão de crises e preparação para cenários sensíveis, posicionamento de lideranças executivas e mensuração do impacto da comunicação nos negócios. A maior exposição pública e a velocidade das redes sociais levaram as empresas a buscar estruturas preventivas. “Elas querem estar preparadas antes que algo aconteça e, quando acontece, querem respostas rápidas e estratégicas”, afirma.

O posicionamento de CEOs e executivos também ganhou relevância, diante do entendimento de que a visibilidade pessoal impacta diretamente a reputação corporativa e a capacidade de atrair talentos, investidores e parceiros. Nesse contexto, cresce a demanda por programas de thought leadership voltados à construção de autoridade e legitimidade, e não apenas à exposição midiática.

Já a pressão por métricas mais consistentes revela uma mudança estrutural na relação entre comunicação e negócio. “CFOs e CEOs querem entender como a comunicação gera valor mensurável. Não basta mais contar clippings”, diz Bia. O foco passa a estar na qualidade da exposição e na contribuição para indicadores como confiança, preferência de marca e percepção de valor.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa de 2 de fevereiro