McCann Erickson cresce 23% sobre 2005

A McCann Erickson está comemorando. A agência que integra o McCann World Group vai encerrar o ano de 2006 no Brasil com um crescimento de 23% sobre o faturamento bruto de 2005. É o primeiro ano da gestão conjunta da agência que tem como líderes o CEO Julio Castelos e a chairwoman e diretora geral de criação Adriana Cury. A participação sobre a receita cresceu ainda mais: são 26% quando a meta inicial era de 15%, enfatizou Castelannos. Porém, o crescimento da margem operacional foi a que mais entusiasmou a McCann. Foram 32%. “Turbinamos o negócio”, resumiu Castelannos. “Nossa mudança de postura foi deixar de lado uma visão limitada que tínhamos. Saimos da caixa-preta”, acrescentou o CEO. O executivo acrescenta que a meta principal para os próximos anos e diminuir a dependência da operação brasileira dos alinhamentos internacionais. “Hoje empatamos em 50%, mas o objetivo é diminuir ainda mais e avançar nas conquistas locais. Isso é fruto do relacionamento que estabelecemos com prospects e clientes. Vamos ser mais agressivos, mais criativos, mais estruturados e ainda mais negociais, mas também muito mais acessíveis”, disse Castelannos, refererindo-se à mudança de missão da McCann Erickson no Brasil. Adriana Cury também revelou que a McCann Erickson vai agrupar talentos da empresas do McCann World Group em um mesão para buscar idéias criativas para o desenvolvimentos das ações de comunicação para os clientes. Reginaldo Ferrante, da Sight Momentum, vai ter escritório na sede da McCann Erickson, assim como Flávio Salles da Sun MRM. A Future Brands também vai estar presente com um representante no chamado mesão. “Vamos trabalhar em equipe para encontrar uma idéia que norteie todos os processos de comunicação. Estamos reformando o espaço para abrigar todo mundo, mas já atuamos com o formato. A campanha que fizemos para a Contigo foi a primeira com essa configuração”, disse Adriana. “Estamos na era multidisciplinar e é assim que anunciante quer sua agência”, acrescrentou, lembrando que a performance da McCann em competições de comunicação publicitária cresceu verticalmente no primeiro ano. “Deixamos de ter participação pífia”, disse mais a chairwoman da McCann. Para 2007, o plano é crescer 10%. “Não é uma meta exagerada”, ponderou Castelannos. O chairman do McCann World Group na América Latina, o executivo Luca Lindner, disse na coletiva de imprensa que revelou os números da unidade de publicidade no País, encerrada há pouco, que as ações da Bulett Momentum estão sendo negociadas com os sócios locais. As ações de marketing promocional vai ficar conecentradas apenas na Sight Momentum. Com operações em 180 cidades e 133 países, o vice-chairman global, o brasileiro MárcioMoreira, o segundo na hierarquia do McCann World Group, disse que a receita da área de publicidade em 2006 será de US$1,461,1 bilhão. “O grupo todo vai ter receita de 2 bilhões”.

Paulo Macedo