Copa do mundo na vertical: os jovens vão acompanhar o torneio pelo celular?

Com TV aberta ainda na liderança, CazéTV, redes sociais e iniciativas como GloboPop mostram como o Mundial deve ser consumido em múltiplas telas

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Quando o assunto é Copa do Mundo, a TV aberta ainda lidera a intenção de audiência. Pelo menos é o que aponta o estudo Affiliate Intelligence para a Copa do Mundo 2026, conduzido pela Rakuten Advertising: 72% dos entrevistados citam o meio como opção para acompanhar o torneio. No entanto, com o avanço das plataformas digitais, cortes e da verticalização do entretenimento, a disputa pela audiência do público está cada vez mais diversificada e 63% afirmam que pretendem assistir às partidas pela CazéTV, no YouTube. 

Com 48 seleções e 104 partidas, a edição de 2026 será a maior da história da competição, passando a funcionar como um ecossistema de conteúdo, em que TV aberta, streaming e redes disputamatenção, mas papéis diferentes dentro da mesma jornada.

Segundo a Rakuten Advertising, 62% dos torcedores planejam acompanhar resultados, comentários e conteúdos em tempo real nas redes sociais enquanto assistem aos jogos, em aplicativos como WhatsApp, Instagram, TikTok e YouTube. Entre as plataformas de streaming, o Globoplay também aparece como opção relevante de transmissão, mencionado por 40% dos participantes da pesquisa. O levantamento ouviu 503 pessoas, entre homens e mulheres de 18 a 70 anos.

Atenção do jovem se organiza em múltiplas telas

Acostumado ao scroll rápido e ao vídeo curto, esse público não necessariamente abandona os grandes eventos ao vivo. O que muda é a forma como distribui atenção entre diferentes momentos e formatos.

Na avaliação de Queren Hapuque, diretora de Novos Negócios da Hapu, agência especializada em conectar marcas com a Geração Z, velocidade de consumo não significa falta de atenção. “A Geração Z filtra muito rápido o que merece tempo. Em grandes eventos culturais, a atenção se organiza em camadas: existe o momento de concentração, ligado ao jogo e à emoção coletiva, e existe o momento fragmentado, em que o evento circula em memes, reacts, cortes e conversas em tempo real”, diz. 

A própria Fifa vem reforçando essa direção. Para 2026, a entidade anunciou o TikTok como plataforma preferencial de vídeo em redes sociais para a Copa, com hub dedicado, conteúdos especiais, recursos de engajamento e ativações com creators globais. O YouTube também foi anunciado como plataforma preferencial.

Para Rafaela Varella, diretora de Operações da Hapu, marcas que querem participar da conversa precisam entender essa dinâmica. “O público assiste, comenta, compartilha, acompanha bastidores, volta para a conversa e circula entre canais diferentes ao longo do mesmo evento. Por isso, marcas que querem participar desse tipo de conversa precisam pensar presença como um sistema, e não como uma peça única de comunicação”, diz.

GloboPop aposta na Copa em vídeo vertical

A estratégia do digital da Globo para o Mundial é um dos exemplos da No GloboPop, a empresa lançou o Palco Copa do Mundo FIFA 2026, que reúne conteúdos da TV Globo, SporTV, ge e geTV em um mesmo ambiente, com produções pensadas para consumo rápido e contínuo ao longo do dia.

A proposta é acompanhar a Copa mesmo quando a bola não está rolando. O app reúne melhores momentos, memes, resenhas, conteúdos originais e recortes verticais sobre o torneio. Entre as apostas está o “POV da Mari”, com Mariana Spinelli, que acompanhará os jogos da Seleção Brasileira de uma posição atrás dos gols, em uma narrativa criada para aproximar o torcedor da emoção das partidas.

Além do quadro, o GloboPop terá “NYC com Formiga”, com Bruno Formiga, duas vezes por semana direto de Nova York, explorando o clima da cidade e o entorno dos jogos. O humor ficará por conta do coletivo Grupo Errado, que terá uma edição especial para a Copa. Já o “Chama o VRÁÁÁ”, produzido pelo gshow, trará Milton Cunha revisitando histórias e curiosidades de edições passadas do Mundial.

O Palco ge Seleção Brasileira também integra a estratégia, reunindo conteúdos sobre a rotina da equipe nacional, como bastidores, preparação, chegadas, treinos e outros momentos ligados à jornada do Brasil no torneio.

A campanha do GloboPop, protagonizada por Mariana Spinelli, reforça essa leitura ao transformar melhores momentos do Mundial em linguagem vertical. Com a tagline “Copa é pop” e o convite “cola no GloboPop”, a comunicação posiciona o torneio como fenômeno de cultura, conversa e entretenimento contínuo.

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