Milà aposta em modelo independente no mercado e fortalece processos internos

Agência liderada por Léo Balbi e Sleyman Khodor completa um ano de operação investindo em talentos e priorizando consolidação estrutural

Em um ambiente de revisão de modelos e busca por eficiência, a Milà encerra seu primeiro ciclo com foco em consolidação e organização interna. A agência, liderada por Léo Balbi, CEO, e Sleyman Khodor, CCO, entrou no mercado com uma proposta definida e passou o período inicial testando sua capacidade de tração.

“Foi um ano de descobertas e construção. Primeiro, fomos descobrir na prática se a proposta de valor que estava na nossa cabeça ressoaria de forma positiva no mercado e nas pessoas. Geraríamos atratividade? Conseguiríamos tração para fazer crescer uma nova agência em um mercado tão saturado? Teríamos diferenciais verdadeiros? E nosso primeiro ano, para nossa felicidade, respondeu sim a essas perguntas”, afirma Balbi.

Segundo o CEO, a validação exigiu também construção de identidade e reputação. “Sabíamos que a Milà seria tão forte quanto a clareza de quem trabalha conosco e de quem decide nos ter como agência do porquê de estarem com a gente”, diz.
Entre os marcos do período, Balbi destaca a formação do time. “A Milà se constrói através dessas pessoas. Ter conseguido tanta gente especial em tão pouco tempo foi chave para um primeiro ano de sucesso”, afirma.

Ele também cita a entrada de clientes fundadores como Smart Fit, Verisure, TotalPass e Aché Laboratórios. “Quando digo clientes, não digo empresas, digo pessoas. Executivos que têm seus objetivos, seus desafios, suas cobranças e que, mesmo entendendo que esse não seria um movimento trivial, decidiram apostar na Milà”, completa o executivo.

Léo Balbi, CEO da Milà, e Sleyman Khodor, CCO, lideram a agência com foco em modelo baseado em fee e consolidação estrutural | Imagem: divulgação

O início da operação trouxe ajustes. “Quase tudo saiu diferente do que planejamos, a não ser a nossa certeza de que, independentemente do que havia mudado, nós não poderíamos mudar”, diz Balbi. Um dos desafios foi equilibrar a relação com a Galeria Holding. “Temos sinergias importantes como grupo, que nos tornam mais potentes, mas somos entidades diferentes e, em última instância, concorrentes”, afirma.

No modelo de negócio, a agência mantém a aposta em fee. Balbi explica que o modelo de negócio da agência é intencionalmente baseado em fee. E, sempre que possível, tentam fugir de comissionamentos e entender o valor do que podem entregar para os clientes. Para ele, “o valor do que fazemos não está atrelado a hora-pessoa ou a mídia, mas ao impacto que podemos gerar em marcas e negócios”.