O que inspira Rodrigo Esteves, CCO da Memo?
Como argumentar no Facebook melhora a minha criatividade! O Facebook está aquecido. E eu estou adorando. O meu mais novo hobby é ficar comentando em posts aleatórios só pra testar a minha retórica.
Na época da eleição, então, a coisa ficou uma verdadeira Disneylândia. O que para maioria das pessoas é algo belicoso, para mim é uma fonte de constante aprendizado e inspiração.
Política, futebol, arte, religião, cinema. Qualquer assunto é motivo para arregaçar as mangas e colocar a cabeça em campo. Tem funcionado.
Sempre quando estou com um job pra resolver e não estou conseguindo vou ao Facebook, um território perfeito para treinar a argumentação.
Lá nossos limites éticos são testados. Se não concordo com algo, trato logo de me contrapor.
Se concordo com uma posição, me forço a pensar em argumentos contrários. Afinal, tudo na vida tem sempre o outro lado da moeda.
Como muita gente gosta de um bom debate, geralmente comento algo e não fico sem resposta por muito tempo.
Daí vem a réplica, tomo uma invertida, a tréplica, viro o jogo, a partida esquenta e ficamos ali num xadrez de palavras.
Muitas vezes dou respostas superelaboradas, escrevo textos grandes, com fontes de referência, citações, infográficos, artigos e teses.
Uso técnica de retórica, figuras de linguagem como analogias, metáforas, antítesis, eufemismo, hipérbole e, claro, alguma dose de gifs e memes.
Se a coisa começa a esquentar demais, eu aviso que aquilo é apenas um hobby, nada pessoal, peço desculpas por qualquer mal-entendido e desapareço.
Depois de passar momentos afiando os argumentos no Facebook surge uma constatação. Percebo como o cérebro está borbulhando. Vejo as coisas com mais clareza.
Volto correndo pro briefing e bingo: vem aquela ideia que vai resolver o job. Dá certo em quase todas as vezes.
Afiar as competências argumentativas é a minha maior fonte de inspiração.
E sabe por quê?
Porque, como disse Eugenio Mohallem, publicidade é argumento embalado para presente.
E esses argumentos, às vezes, vêm num formato de comercial de TV, mídia exterior, rádio ou revista.
Em outras vezes vêm em forma de mídia online, brand content, e-mail marketing.
E até, em alguns casos, vejo belos argumentos em formatos como live marketing, aplicativos mobile ou num site construído pensando na experiência do usuário.
O fato é: a nossa profissão requer enormes habilidades argumentativas, tais como pensar, repensar, rever a posição, ponderar, sair da zona de conforto e ir mais fundo, ir um pouco além, se colocar no lugar do outro, surpreender e também emocionar.
Essa é a mágica que fazemos todos os dias, é a nossa arma secreta, o combustível por trás de todos keynotes e a razão da nossa profissão ser tão apaixonante.
Rodrigo Esteves é CCO da Memo