Conexões que viram negócios

Renato Rocha, fundador da Monster Films e membro da IADAS

Em 2026, a Monster Films passa a ter presença física nos Estados Unidos. Um acontecimento que está longe de ser um ponto de chegada isolado ou um movimento puramente estratégico. Essa expansão é consequência direta de algo muito mais valioso do que qualquer plano de expansão: os relacionamentos que construí ao longo do caminho. Foram as conexões genuínas, a confiança cultivada ao longo do tempo e com entrega real, que incentivaram esse crescimento e tornaram o próximo passo inevitável.

Sempre acreditei que negócios sólidos não se sustentam apenas em talento ou técnica. Eles se sustentam em pessoas. Relações verdadeiras criam pontes, abrem conversas, atravessam oceanos. A ida para os EUA nasce exatamente daí. De trabalhos consistentes com clientes norte-americanos, de trocas honestas, de reputação construída projeto a projeto. Antes de existir um endereço, existiu vínculo.

Mas essa história começa bem antes. A semente da Monster Films foi plantada ainda na faculdade, em uma conversa em sala de aula com o publicitário e professor Paulo Manetta. Ali, percebi que ideias boas precisavam de palco, e que havia um espaço pouco explorado para tratar concorrências e festivais com a seriedade estratégica que eles exigem. Desde cedo, eu sabia que meu lugar era no audiovisual. E me joguei nisso com curiosidade genuína e uma dedicação quase obsessiva, estudando ferramentas e linguagens nos fins de semana, feriados e férias.

Quando entrei no mercado, trabalhei em agências, produtoras e até em um estúdio de pós-produção em Barcelona. Cada experiência refinou minha visão de negócio e minha habilidade técnica. Mas foi na antiga JWT, durante uma concorrência global, que tive o insight definitivo: e se existisse uma produtora especializada não apenas em produzir, mas em atuar como parceira estratégica para festivais e concorrências publicitárias? Esses trabalhos, tão vitais para o negócio das agências, eram muitas vezes tratados como secundários. Ali estava a oportunidade.

A Monster Films nasceu em 2011. Na semana em que decidi empreender, recebi três propostas de trabalho de ex-colegas, pessoas que confiaram em mim porque sempre fui transparente sobre meus planos e meus valores. Essa honestidade fortaleceu laços e pavimentou o início da jornada.

Hoje, com quase 15 anos de história, somos catalisadores do sucesso de nossos clientes: desenvolvemos vídeo cases sob critérios rigorosos de festivais globais, ajudando-os a aumentar suas chances de vitória.

Já contribuímos para mais de 400 prêmios, incluindo mais de 50 Effies e 23 Leões em Cannes, com direito a um Grand Prix em Entretenimento para a Meta nos EUA. Recentemente, tive a honra de integrar a International Academy of Digital Arts and Sciences, a instituição por trás do Webby Awards, o “Oscar da internet”, do qual sou convidado a ser jurado em sua 30ª edição. Um reconhecimento pessoal que simboliza o alcance global do nosso trabalho.

Ainda assim, o que mais me orgulha não são os troféus. É saber que a moeda
mais valiosa da Monster Films sempre foi o relacionamento. Em um mercado movido por tecnologia, inovação e velocidade, são as conexões humanas que sustentam negócios duradouros. Um projeto por vez. Um degrau a cada passo. E assim atravessamos fronteiras.

Imagem do Topo: Divulgação