Apesar das dificuldades impostas pela pandemia às agências de propaganda, que devem se manter fechadas fisicamente até segunda ordem das autoridades sanitárias, seus funcionários (principalmente os criativos) trabalham em casa, mantendo a comunicação com todos os demais online.

Esse recurso possibilita a continuidade dos atendimentos aos seus clientes mesmo não sendo o produto final desse trabalho tão criativo quanto o resultado dos esforços das equipes trabalhando em conjunto dentro da agência e podendo assim, a qualquer momento, modificar até mesmo o conceito de uma grande campanha.

Isso já o dissemos aqui recentemente, mas temos notado que, de algumas semanas a esta parte, tem melhorado – e muito – a qualidade do que acaba sendo aprovado pelos clientes-anunciantes e veiculado na mídia também aprovada pelos clientes, após a elaboração do plano de veiculação pelos especialistas das agências.

Com a pandemia, através inclusive de leis e decretos específicos dos poderes públicos, na tentativa de barrar a evolução do vírus, ficou no início difícil para as agências articularem-se para essa batalha de duração imprevisível, que atingiu prática e rapidamente todo o planeta, com inclusive o surgimento de outras “famílias” do coronavírus.

Uma agência de propaganda não é um grande magazine, ou até mesmo um shopping, que abre e reabre ao sabor das circunstâncias e da legislação específica e proibitiva, que visa a coibir a expansão do que já podemos chamar de mal do século.

Uma agência é um laboratório de ideias, postas em práticas após muitos vaivém entre o seu pessoal e os anunciantes, muitas vezes com o envolvimento também dos veículos, checando-se neste caso a possibilidade de cada um deles executar a campanha ou até mesmo uma peça isolada. Que a equipe de criação da agência, em conjunto com o atendimento e o planejamento, logra finalizar em uma primeira etapa, para submeter em seguida à mídia (veículos), com o intuito de se obter previamente a sua aprovação para aquela determinada ideia que pode abranger toda uma duradoura campanha, como um único trabalho isolado criado pela agência, que vai mexer e até modificar a rotina do veículo consultado, significando que muito provavelmente será programado, caso concorde com a fuga da sua rotina proposta pela ideia da agência, ainda que já aprovada pelo cliente-anunciante.

O que muito tem colaborado para normalizar situações anômalas entre as partes é a verdade, por todos sabida e reconhecida, de que a função publicitária é indispensável.

O fato de que corta-se aqui, mexe-se ali, avança-se ou se recua, mantendo ou tentando quebrar regras de há muito estabelecidas pelo próprio mercado, reside exatamente nessa verdade indesmentível: a função publicitária é indispensável.

E mais uma vez, agora devido à pandemia, constata-se essa assertiva, ainda que no início da crise sanitária, tivesse havido uma diminuição no volume publicitário nacional.

Logo se viu, porém, que como estava, com as restrições impostas pelo início da pandemia, não se poderia prosseguir, sob pena de uma grande perda na renda bruta nacional (aqui estamos falando apenas do Brasil), que tenderia a provocar consequências ainda piores a todo o país.

A importância e, mais que isso, a necessidade do uso pelas pessoas jurídicas e algumas até físicas do uso da valiosa função publicitária fez com que, aos poucos, os negócios entre as pessoas físicas e jurídicas deixassem de piorar na velocidade então estabelecida pela pandemia e, se ainda não foram atingidos os resultados de vendas, prestação de serviços e correlatos, distanciamo-nos do pior que muitos previam, que era a quebradeira geral do país. 

Apesar dos maledicentes que torcem contra, esse pior resultado do fator pandemia, depois das milhares de perdas de vidas por ele provocados, não ocorreu e muito provavelmente, caso não tenhamos o surgimento de novas famílias de vírus, ainda mais destruidores do que seus anteriores, não ocorrerá.

A propósito, não fosse a disputa política dos que batalham pelo pior, com o objetivo de lucrarem com isso, poderíamos desde há muito estarmos nivelados a países do Primeiro Mundo, que aprenderam a controlar e minimizar as perdas de vidas e os estragos materiais causados pela pandemia.

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Nossa matéria de capa aborda a indústria da beleza, buscando o fim de testes cosméticos em animais. Presente na sociedade há décadas, o tema ganha mais relevância e urgência com a crescente transformação no perfil do consumidor, que defende o bem-estar animal, além de cobrar posicionamento e transparência de suas marcas favoritas. Globalmente, ONGs, pesquisadores e gigantes da beleza atuam em diferentes frentes, como no desenvolvimento de métodos alternativos e novas tecnologias. O curta-metragem #SaveRalph engrossou o debate em vários países, como no Brasil, onde tramita projeto de lei há quase dez anos.

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O Editorial chama a atenção do leitor para a matéria sobre o aumento de ações de marcas como Natura, GM e Mastercard, voltadas para sustentabilidade em prol do meio ambiente. No próximo dia 5 de junho, será comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, data que, a cada ano, tem ganhado mais relevância devido à crescente conscientização das pessoas em todos os cantos do planeta, em relação às questões ligadas à preservação ambiental.

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Imperdível ainda na presente edição do PROPMARK a matéria sobre ranking inédito do Cenp-Meios, com as agências brasileiras ranqueadas por estado. Um trabalho que de há muito fazia-se necessário.

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Chamamos a atenção do leitor para a entrevista com João Appolinário, que conta a história da Polishop, nascida em 1999. A empresa montou uma rede com 268 lojas em todo o país, catálogo, internet, telemarketing e vendas diretas com 150 mil empreendedores cadastrados e cinco canais próprios de TV. Não à toa, o seu fundador e presidente é um dos tubarões do Shark Tank Brasil, programa exibido nos canais Sony e Band.

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Na quarta-feira, 26/5, a notícia de maior impacto no mercado mundial da cinematografia: a compra pela Amazon, gigante do e-commerce, dos estúdios da MGM, abrindo as portas de Hollywood para reforçar o seu serviço Prime.

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