Inteligência artificial, criatividade, dados, sustentabilidade, reputação e associativismo foram os principais temas da pauta do WOO Annual Congress 2026, principal evento da indústria da mídia out of home realizado há cerca de um mês em Londres, que contou com a presença da Central de Outdoor por meio da sua diretora-executiva Fabi Soriano, embaixadora da entidade global de OOH no mercado brasileiro, que vem crescendo em participação no share de compra de mídia. Segundo o Cenp-Meios, o setor vem crescendo verticalmente, como atesta seu relatório referente ao primeiro trimestre deste ano.
“Em quatro anos, o setor cresceu 132,3%, mais que o dobro da expansão registrada pelo mercado publicitário brasileiro no mesmo período, de 61,8%. Com isso, a participação do OOH no bolo publicitário passou de 10,3% para 14,8%, consolidando o meio entre os três principais destinos dos investimentos em publicidade no país. Esse crescimento não ocorre por acaso; é resultado de uma transformação profunda na forma como as marcas buscam se conectar com as pessoas”, afirma Fabi.
“Foi exatamente sobre isso que o congresso da World Out of Home Organization (WOO) discutiu durante dois dias de debates. Em um cenário de excesso de informação, fragmentação das audiências e saturação das plataformas digitais, ficou evidente que o mundo real voltou a ocupar espaço estratégico para a comunicação das marcas. E neste contexto, a confiança segue como um atributo da mídia exterior e se torna um diferencial competitivo”, comenta Fabi.
“Os dados do Cenp-Meios mostram que essa transformação já está sendo traduzida em investimentos. O OOH tem uma característica única nesse contexto porque está presente nos deslocamentos, nos momentos de consumo e na rotina das pessoas. Além disso, passou a atuar de forma integrada com campanhas digitais, ampliando a eficiência das estratégias de comunicação”, destaca.
A dirigente da Central de Outdoor pondera ainda que, por muito tempo, acreditou-se que a tecnologia, por si só, seria capaz de resolver todos os desafios da comunicação. “Hoje, o mercado caminha em outra direção. A IA ganhou espaço, a compra programática evolui rapidamente, os dados se tornaram mais sofisticados e as ferramentas estão mais acessíveis do que nunca. Mas um dos principais consensos em Londres foi que tecnologia e dados deixaram de ser diferenciais para se tornarem infraestrutura”, explica.
Fabi diz ainda que o verdadeiro diferencial continua sendo a capacidade de criar conexões. “Diversos palestrantes do WOO Annual Congress reforçaram que a economia da atenção exige muito mais do que eficiência operacional, por isso a criatividade vem como um ativo estratégico do OOH. Em um ambiente em que consumidores são impactados por milhares de mensagens diariamente, apenas ideias capazes de surpreender, emocionar ou provocar conversas conseguem gerar lembrança de marca”, destaca a diretora-executiva da Central de Outdoor, chamando a atenção para o poder das ruas, como se observa nesta Copa do Mundo da Fifa, que continua sendo um espaço coletivo.
“Enquanto as telas digitais disputam segundos de atenção individual, a mídia exterior transforma cidades em palcos para experiências compartilhadas. É justamente por isso que o out of home vem sendo cada vez mais associado ao conceito da mídia da vida real (in real life)”, diz Fabi.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 06 de julho.



