Parada LGBTQ+ de SP completa 30 anos, mas tem queda de patrocínio

Edição de 2026 registra redução de cerca de 60% nos investimentos privados, segundo a organização do evento

A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo chega à 30ª edição em 2026 com queda no volume de patrocínios privados. Segundo a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, organizadora do evento, a redução é de cerca de 60% em relação aos últimos anos, o menor patamar desde 2018.

Com o tema ‘30 Anos de Parada SP — A rua convoca, a urna confirma’, a edição deste ano propõe uma reflexão sobre mobilização social, participação política, democracia e direitos da população LGBT+.

A queda de patrocínio ocorre em um momento de revisão de estratégias corporativas ligadas à diversidade e inclusão. Para a organização, o apoio das marcas tem papel financeiro, mas também simbólico, por estar associado a posicionamentos públicos em defesa da diversidade e dos direitos humanos.

“A realização de um evento do tamanho da Parada exige investimento, estrutura e parceria com diferentes setores, incluindo empresas que acreditam na importância da diversidade e dos direitos humanos. O apoio das marcas é fundamental para que a Parada aconteça nas ruas com a dimensão, segurança e alcance que ela tem hoje”, afirma Nelson Matias Pereira, presidente da APOLGBT-SP.

Em 2025, a Parada movimentou cerca de R$ 548,5 milhões na economia paulistana, segundo levantamento da Associação Comercial de São Paulo. Ao longo de três décadas, o evento se consolidou como uma das maiores manifestações LGBT+ do mundo e passou a impactar setores como turismo, hotelaria, alimentação, comércio e economia criativa.

Imagem do topo: Acervo Parada SP/divulgação