Prateados surge para conectar marcas à economia dos 60+ com o conceito B2F

A executiva Ana Boyadjian, com passagens pela The Group e Aldeiah, quer trazer sua experiência para segmento que movimenta R$ 2 tri

O mercado 60+ está no foco dos especialistas devido ao forte impacto que tem na economia, já que é responsável por cerca de 20% do PIB, equivalente a R$ 2 trilhões por ano. A executiva Ana Boyadjian, que atuou na área de operações da The Group e foi CEO da Aldeiah, agência dedicada ao atendimento publicitário do Bradesco por cerca de quatro anos, segue antenada a esse segmento de consumo e está lançando a startup Prateados, que, segundo a própria expressão, chega ao mercado para fortalecer a vida social, cultural e ativa por meio de tecnologia a partir de experiências reais.

A Prateados faz parte do hub criativo Ventre Club. Ana esclarece que o projeto se estende da segmentação etária ao business to family (B2F), com o plano de mudar a relação das marcas com a maturidade. “Segundo o IBGE, o país tem mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, cerca de 15,6% da população brasileira, e esse público segue crescendo com a ampliação da longevidade no país”, ela destaca.

“Não queremos ser mais um produto ou serviço. Estamos construindo um espaço de escuta e experimentação real. Queremos criar algo que realmente faça a diferença, que mude a forma como a geração prateada é percebida. Existe uma lacuna importante entre como o mercado se comunica com a geração 60+ e como essas pessoas vivem de fato”, acrescenta, lembrando ainda que a inspiração do projeto veio do conceito Nolt (New old living trend).

A economia prateada está no foco do novo negócio, que traz oportunidades de conexão às marcas (Imagem: Divulgação)

A trajetória de Ana nos mercados de live marketing e de publicidade é o aval para dar prosseguimento à sua atuação na geração de negócios. “Depois da minha última empreitada na publicidade, comecei a atuar mais como articuladora, fazendo curadoria de projetos e conectando-os com marcas. Essa transição não foi uma ruptura, mas sim uma consequência natural do que eu vinha observando. Passei muitos anos com grandes marcas, olhando o comportamento de consumo e as tendências, e chegou um momento em que comecei a ter um incômodo: eu estava olhando para um ponto cego do mercado”, afirma.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 13 de abril