Precisão como método de crescimento
Marcos Pirozzelli, CEO da Accuracy, fala sobre sua trajetória até a liderança da empresa, os desafios de conduzir um negócio que combina operação e criatividade
Com quase duas décadas de atuação em live marketing, conteúdo e produção audiovisual, a Accuracy construiu sua trajetória combinando criatividade com uma operação estruturada para entregar resultados mensuráveis. Fundada em 2008, a agência atravessou diferentes fases do mercado e ampliou sua atuação acompanhando a evolução das demandas das marcas por integração entre experiência, dados e performance. À frente da empresa, Marcos Pirozzelli, CEO da Accuracy, defende que a consistência do crescimento está diretamente ligada à capacidade de equilibrar criação e execução, além de cultivar relações de longo prazo com os clientes. Na entrevista a seguir, o executivo fala sobre sua trajetória até a liderança da empresa, os desafios de conduzir um negócio que combina operação e criatividade, o papel crescente dos dados nas ações de live marketing e as prioridades estratégicas da agência para os próximos anos.
Como você descreve sua trajetória profissional até chegar à liderança da Accuracy? Quais decisões foram determinantes nesse caminho?
Diferentemente da maioria do nosso setor, sou administrador de empresas, e não publicitário. Eu me formei na FEI e fiz MBA na FGV. Nos dez primeiros anos da minha carreira, atuei no mercado de beleza e higiene pessoal, sendo os últimos três no Grupo SS, onde participei da fundação da Jequiti. A vontade de começar algo do zero me impulsionou a aceitar, em 2008, a proposta de fundar uma empresa de e-learning, que rapidamente evoluiu para uma produtora de conteúdo e vídeos e, dois anos depois, se desdobrou em uma agência.
A Accuracy atua desde 2008 no mercado de live marketing, conteúdo e vídeo. O que mudou de forma mais estrutural na agência ao longo desses anos?
Tivemos um crescimento orgânico e, sobretudo, consistente nesses quase 18 anos. Nesse processo, a formação da liderança aconteceu de maneira gradual, sempre equilibrando necessidade e oportunidade, o que acabou marcando as diferentes fases do negócio.
Quais foram os principais desafios de exercer uma posição de liderança em um negócio criativo e operacional ao mesmo tempo?
Apesar de não ter passado por um programa formal de trainee, na fase gerencial da minha carreira tive a oportunidade de atuar em diferentes áreas do negócio — operações, finanças, trade marketing e vendas. Isso me trouxe uma visão mais holística e ajudou bastante a lidar com esse tipo de desafio, sempre considerando os dois lados da equação. Sem dúvida, criar e operacionalizar são tarefas bastante distintas, e o grande desafio está no equilíbrio entre elas. Um exemplo clássico é o exercício constante de tentativa e erro entre criação e orçamento, especialmente em processos concorrenciais que normalmente envolvem prazos curtos.
🔗Confira a entrevista na íntegra na edição de 23 de março
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