Pros aposta na convergência de disciplinas para ampliar o papel do PR
Daniela Graicar e Fernanda Tchernobilsky detalham a evolução do escopo, o foco em reputação e os aprendizados recentes da agência
Criada há dez anos a partir da fusão de cinco agências com especialidades distintas, a Pros nasceu com a proposta de se organizar menos pelo portfólio de serviços e mais pelos desafios dos clientes.
A integração entre relações públicas, conteúdo, eventos, endomarketing e brand PR moldou desde o início um modelo orientado à convergência de disciplinas e à entrega de soluções customizadas.
Nos últimos anos, essa lógica ganhou ainda mais relevância diante da multiplicação dos meios, da velocidade da informação e da ampliação dos espaços onde narrativas nascem e se projetam.
Além do PR criativo, a agência passou a concentrar esforços em projetos de live marketing e na gestão da reputação pessoal de altos executivos, entendendo que o posicionamento das lideranças impacta diretamente a relação entre marcas e consumidores. “Evoluímos de uma agência criativa para uma parceira estratégica de negócio, ajudando marcas e lideranças a ocuparem um papel ativo na cultura e na sociedade”, afirma Daniela Graicar, co-CEO da Pros.
Esse reposicionamento também redefiniu o papel da Pros dentro das estruturas de comunicação das empresas. A execução segue sendo parte essencial do trabalho, mas passa a estar ancorada em consultoria estratégica, construção de narrativas, mapeamento de riscos e relacionamento com públicos-chave.
“A era do simples disparo de releases ficou para trás. Hoje, o desafio é gerar relevância, engajamento e confiança”, diz Daniela. Segundo ela, a atuação integrada permite conduzir conversas sensíveis e construir um colchão reputacional consistente no longo prazo.
A intensificação das crises aparece como uma das principais demandas que chegam às agências. A rápida circulação da informação e o ganho de escala quase instantâneo dos temas sensíveis levaram as empresas a investir mais em abordagens preventivas, como planos estruturados de gestão de crise, monitoramento contínuo de reputação, social listening e preparação de executivos.
“As crises acontecem com mais frequência e ganham proporções maiores”, observa Fernanda Tchernobilsky, co-CEO da agência, citando dados da Deloitte Insights que indicam que 60% dos executivos acreditam enfrentar mais crises hoje do que há dez anos.
Esse contexto reforçou a presença do PR na mesa de decisão. Para 2026, a Pros parte de três premissas: a crescente complexidade do cenário reputacional, a relevância cada vez maior do PR nas decisões estratégicas e a busca por crescimento com consistência.
A agência tem investido em eficiência e integração, ampliando o uso de ferramentas, processos e a conexão entre áreas como criação, estratégia, produção e influência, sem abrir mão da relação com formadores de opinião.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa de 2 de fevereiro