Publicidade no Brasil atinge R$ 95,2 bilhões em investimentos em 2025
Eletros e Informática, apontam os maiores crescimentos na compra de mídia e indicam mudança de consumo
O mercado publicitário brasileiro movimentou R$ 95,2 bilhões em 2025, crescimento de 8,2% em relação a 2024, segundo levantamento do Ibope. O resultado reforça a importância da comunicação em um ambiente de mídia cada vez mais multiplataforma, competitivo e marcado pela disputa por atenção. O desempenho acompanhou um ano de crescimento distribuído em períodos estratégicos. Os principais picos ocorreram no primeiro trimestre, com altas mensais entre 10% e 14%, além de dezembro, que registrou avanço de 15%.
Mais do que oscilações pontuais, os dados indicam um mercado aquecido ao longo do ano, com anunciantes ampliando investimentos em momentos de maior ativação comercial e visibilidade.
"Os dados mostram um mercado que segue investindo para acompanhar a complexidade do ambiente de mídia atual. À medida que o consumo se distribui entre mais telas, mais contextos e mais pontos de contato, cresce também a necessidade de decisões mais bem informadas sobre onde estar, como se posicionar e de que forma gerar valor para as marcas", afirma Paula Carvalho, diretora comercial do Ibope.
Cinco maiores setores concentram 48% do investimento publicitário no Brasil em 2025
Os cinco principais setores econômicos responderam por 48% de todo o investimento publicitário monitorado em 2025, mostrando a força dos grandes anunciantes no mercado brasileiro. O dado também destaca movimentos de expansão em categorias estratégicas, como tecnologia, mobilidade e consumo.
Neste ano, os segmentos de Comércio e Serviços passaram a ser analisados de forma integrada em um único setor, alterando a leitura consolidada do ranking. Entre os 15 maiores setores anunciantes, os maiores crescimentos na compra de mídia vieram de Eletros e Informática, com alta de 33%, e de Viagens, que avançou 18% na comparação com o ano anterior. No segmento de Eletros e Informática, o desempenho foi puxado principalmente pelas categorias de celulares e tablets, com crescimento de 94%, softwares, com 73%, e TV e áudio, com 66%.
O movimento reforça a relação entre investimento publicitário e o avanço do consumo digital, impulsionado por dispositivos conectados e pela presença cada vez maior das telas na rotina dos consumidores. "Em um ambiente em que o consumo de mídia se espalha por diferentes plataformas, formatos e momentos de exposição, investir deixou de ser apenas uma escolha de presença e passou a ser também uma necessidade de competitividade. A fragmentação da atenção exige mais estratégia, mais inteligência e maior capacidade de leitura sobre onde estão as oportunidades de conexão entre marcas e consumidores", diz Paula.
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