Redes sociais alimentam polarização das eleições 2026 e disputa de narrativas

Levantamento da And, All identifica cerca de 20 mil conversas e aponta debate baseado em desconfiança, trazendo alerta para marcas

O debate sobre as eleições presidenciais de 2026 já começou com forte intensidade nas redes sociais brasileiras e sob um clima marcado por desconfiança, polarização e disputa de narrativas. É o que revela o estudo ‘Termômetro das Redes: Eleições 2026’, produzido pela And, All em parceria com a Polis Consulting, a partir de dados coletados entre janeiro e fevereiro deste ano. Logo no início do ciclo eleitoral, a análise identificou cerca de 20 mil conversas públicas monitoradas a partir de 245 perfis políticos em plataformas como Instagram, X (ex-Twitter) e TikTok.

O levantamento mostra que o debate já se organiza em dois grandes eixos: ‘entusiasmo crescente’ e ‘clima polarizado’, com predominância deste último nas semanas mais recentes. Para especialistas, o principal desafio não será apenas participar da conversa pública, mas compreender o estado emocional que sustenta o debate e atuar com consistência em meio a um cenário de vigilância e polarização crescentes.

“A análise de dados nos permite antecipar movimentos do debate público e entender não apenas o que está sendo dito, mas o estado emocional que sustenta essas conversas. Para líderes e marcas, é preciso leitura constante, prudência estratégica e capacidade de responder com clareza sem ampliar ruídos desnecessários. Em um ambiente polarizado, comunicar com consistência e governança passa a ser ainda mais estratégico para preservar reputação e confiança”, afirma Paulo Andreoli, fundador e CEO da And, All.

Paulo Andreoli, fundador e CEO da And, All (Imagem: Divulgação)

Desconfiança
Entre os principais temas que impulsionam o volume de conversas, a desconfiança política aparece como o maior vetor, com 27,5% do buzz total. Em seguida, surgem o ceticismo dos eleitores (24,6%) e a disputa direta entre Lula e Bolsonaro (21,4%), indicando um debate altamente personalizado. Outros tópicos relevantes incluem o apoio dividido a Lula (14,4%) e a desconfiança em relação à mídia (11,5%), reforçando um cenário em que grande parte das interações nasce da suspeita e do questionamento sobre instituições e fontes de informação.

Segundo o estudo, esse conjunto de dados revela que o engajamento digital não está centrado em propostas ou programas de governo, mas sim em percepções de risco, julgamentos morais e disputas sobre credibilidade.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 11 de maio.

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