Redes sociais da Globo se destacam ao adotar linguagem de memes e fandoms
Samantha Almeida, diretora de marketing da emissora, explica viral sobre os ‘adms da Glô’ em perfis de frentes como o ‘BBB’ e Globoplay
As redes sociais da TV Globo, Globoplay e ‘Big Brother Brasil’ chamaram a atenção do público nos últimos meses. O motivo? A adoção de uma linguagem nativa digital, baseada em memes, participação em trends e interações em tempo real. Na prática, é como se passassem a operar sob uma lógica em que os perfis falam mais como usuários do que como ‘a TV Globo’.
No X (ex-Twitter), por exemplo, cada conteúdo ligado a uma programação ganha a assinatura de um ‘adm’ específico. O responsável pelas publicações da novela ‘Três Graças’ se apresenta como ‘ADM 3G’, comenta cenas em tempo real e interage diretamente com o público, criando uma dinâmica de coparticipação que acaba aumentando o engajamento. Comuns das redes sociais, os apelidos surgem dos próprios seguidores. “Cara, com certeza a Globo contratou um adm cronicamente online”, escreveu um deles. “Será que a Globo contratou uma nova equipe de produção de conteúdo? É alguém do Twitter”, questionou outro.
Os ‘adms da Glô’
Afinal, quem é o ‘adm da Glô’? Ao propmark, Samantha Almeida, diretora de marketing da TV Globo, explica que essa virada está ancorada em uma operação “100% dedicada ao digital e às redes sociais”. O modelo integra social listening, produção de conteúdo nativo e gestão de interações em tempo real, com foco na geração de conversa pública em torno dos conteúdos.
A executiva destaca que o pulo do gato é não tratar o digital isoladamente, mas como extensão da TV. “A televisão é nosso ponto de partida, o gatilho de massa. As redes entram como continuidade dessa onda criada, expandindo o ecossistema e encontrando os targets fragmentados por interesse que a televisão reuniu, mantendo os grupos aquecidos”, afirma ela, que acrescenta: “Não é sobre entrar em todas as conversas, é sobre saber em quais faz sentido estar”, explicou Samantha.
Essa estratégia, detalha ela, opera em duas frentes principais: agendamento e memória. O avanço passa pela produção de conteúdos pensados desde a origem para o ambiente digital. São campanhas estruturadas, com investimento em mídia, distribuição e formatos próprios. Um exemplo citado é a série criada com Marcelo Adnet e Kenya Sade para o Lollapalooza, que funcionou como aquecimento de audiência antes mesmo da transmissão.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 20 de abril.
Imagem do Topo: Divulgação