Presidente da competição Brand Experience & Activation do Cannes Lions deste ano, o publicitário Rafael Pitanguy vai levar para o Palais des Festivals sua experiência de mais de 130 Leões conquistados na carreira, incluindo prêmios para a sua atual agência, a VML, em que atua como vice-diretor criativo global. “Presidir um júri dá bastante trabalho mesmo antes de Cannes começar. Você precisa estudar profundamente a categoria, entender como ela evoluiu ao longo do tempo, quais tipos de trabalho ajudaram a redefinir o que ela significa e quais discussões estão moldando seu futuro”, ele afirma.
CENÁRIO
Esse vai ser um festival intenso. Cannes já tem algo meio único por natureza. Uma cidade pequena tomada por pessoas do mundo inteiro discutindo ideias, marcas, cultura e criatividade durante uma semana inteira. E este ano isso ganha uma camada ainda maior. Estamos vivendo, ao mesmo tempo, guerras, Copa do Mundo e talvez a maior transformação tecnológica de uma geração, com a IA. Num lugar mais pessoal, também vai ser minha primeira vez presidindo um júri. Justamente na categoria com o maior número de inscrições do festival.
VISÃO
Existe algo muito importante nessa categoria: ela é a única que começa com a palavra “brand”. Isso muda muita coisa. Não estamos julgando apenas interações interessantes com o mundo. Estamos julgando interações entre pessoas e marcas. Então, uma pergunta sempre volta para mim: essa experiência realmente pertence àquela marca? Ela ajuda a construir algo verdadeiro para ela?
PREPARAÇÃO
Conversei com pessoas que admiro e que já presidiram júris antes para ouvir perspectivas diferentes sobre a experiência. E, claro, já estou mergulhado nos trabalhos, assistindo, lendo, votando e tentando entender o que esse conjunto de inscrições diz sobre o momento criativo que estamos vivendo. Gosto muito da trajetória da categoria. Ela nasceu como Promo Lions, passou por Promo & Activation e virou Brand Experience & Activation. Os formatos mudaram muito ao longo do tempo, mas uma coisa permaneceu constante desde o começo: a importância da interação.

INTERAÇÃO
O júri talvez seja uma das partes mais interessantes do festival. Você reúne pessoas de culturas, mercados e repertórios completamente diferentes tentando responder uma pergunta muito subjetiva: o que merece ser celebrado? E normalmente é justamente aí que as coisas ficam mais interessantes. Às vezes, alguém traz um contexto cultural ou uma leitura que muda completamente a percepção sobre um trabalho.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 25 de maio.

