Criamos o que gostaríamos de ter tido como clientes

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Por Daniel Coimbra, CEO da 75LAB

Existe um momento muito específico na carreira de quem trabalha na indústria ou no varejo: você está diante de uma campanha que custou caro, demorou semanas para ser aprovada e, quando chega ao ponto de venda, simplesmente não funciona. O material veio errado. O prazo estourou. A verba evaporou em retrabalho. E a agência, quando questionada, apresenta um novo briefing.

Eu vivi esse momento. Meu sócio também. Por mais de 15 anos, gerenciamos P&Ls de milhões, conduzimos operações de trade marketing em gigantes globais e sentimos na pele a frustração que raramente aparece em apresentações de agência: a distância enorme entre a intenção comercial de uma marca e o que de fato acontece no mundo real.

Foi dessa experiência que tudo começou e é por isso que funcionamos e fazemos as coisas de um jeito diferente.

O modelo tradicional de agência foi construído para um mercado que já não existe. A separação rígida entre quem pensa, quem cria e quem produz gera fricção em cada etapa: briefings que se perdem na tradução, soluções de prateleira empurradas para problemas complexos, fornecedores que entram tarde demais. Dados do setor mostram que 30% dos materiais de trade chegam ao ponto de venda com erro ou atraso, e marcas chegam a perder uma boa fatia do orçamento com retrabalho e desperdício.

A grande agência tradicional aprendeu trade marketing. Nós vivemos isso. A diferença é fundamental.

No nosso modelo, não somos uma agência tradicional. Somos uma aceleradora de trade marketing. Nossa premissa é simples: toda marca tem uma intenção – vender mais, lançar um produto, aumentar penetração, melhorar a exposição ou resolver um desafio de canal. Nosso papel é entender essa intenção, traduzir o desafio e materializar a solução certa para o ponto de venda.

Não entregamos soluções prontas; montamos soluções certas. Cada projeto pede uma combinação diferente de inteligência, criação, técnica e execução. Por isso, não acionamos qualquer parceiro para qualquer desafio. Acessamos o parceiro ideal, com a especialidade certa, para construir a melhor resposta. O cliente que senta à mesa conosco não compra apenas uma entrega: ele acessa uma rede especializada, coordenada por uma equipe que entende de trade marketing e de resultado comercial.

Antes de desenvolver qualquer solução, fazemos uma imersão de campo. Entendemos a operação, os gargalos reais, os canais e os custos absorvidos sem retorno. Só depois disso, em nosso laboratório de soluções, desenhamos caminhos possíveis. E criar, no nosso processo, significa unir estratégia, design e produção desde o primeiro dia. A ideia não pode ficar no plano; ela precisa ganhar forma, função e execução viável.

Um dos maiores equívocos do mercado é acreditar que uma solução sofisticada exige complexidade. Às vezes, o que um cliente precisa é de uma peça de PDV redesenhada com o material certo, produzida pelo fornecedor adequado do nosso hub, chegando na data combinada. Parece básico. Mas, quando isso não acontece de forma consistente, a consequência é direta: menos conversão, mais custo, menos sell-out.

Temos cases em que uma revisão técnica do material e a escolha do fornecedor especialista correto geraram redução de 25% no custo de produção. Em outros, a integração entre estratégia e execução permitiu ativar mais de 2.500 PDVs simultaneamente com 95% de assertividade. Não são milagres…são processos bem desenhados, executados por quem conhece os dois lados do balcão e sabe orquestrar os parceiros certos.

Quando digo que fomos na contramão do mercado, não estou falando apenas de um discurso de vendas. Estou falando de como decidimos estruturar o negócio: como uma aceleradora que transforma intenções comerciais em soluções reais. Sem markup oculto sobre produção, com um ecossistema vivo de fornecedores e especialistas, com governança de ponta a ponta e com um time que fala a língua do cliente – ROI, margem, sell-out, positivação.

As grandes agências têm escala, portfólio e estrutura. O que elas raramente têm é o ponto de vista de quem estava do outro lado, sofrendo com o que entregavam, e a flexibilidade de montar a equipe exata para cada dor. Esse é o nosso ponto de partida. E, até agora, tem sido o nosso maior diferencial para fazer ideias boas acontecerem.

Imagem do topo: Divulgação

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