A partir do dia 17 de junho, o Sinapro-SP terá uma nova diretoria no triênio 2026-2029, liderada por Ana Paula Passarelli, cofundadora e diretora-executiva de negócios da agência Brunch. A “Passa”, como é conhecida,
é a primeira mulher e a mais jovem a liderar a entidade, em seus 83 anos de história. E já chega com mudanças estruturais, trazendo mais mulheres e agências independentes para a diretoria. Para o propmark, ela deixa claro que as regras do jogo estão mudando, e que, se depender de seu mandato, a coletividade e a saúde mental farão parte dele.
CANDIDATURA
A Brunch é uma das agências associadas à entidade e eu fui indicada por eles para fazer parte do grupo de trabalho do Centro de Criação de Boas Práticas em Relações Comerciais com Influenciadores. O Roberto Tourinho me chamou em junho de 2025 para um almoço, contou que gostaria de fazer mudanças no Sinapro e me trouxe essa ideia de eu liderar a diretoria do novo triênio. E ele me trouxe exatamente o ponto da renovação. Tem muita gente no sindicato que entrega muito e somos gratos a essas pessoas, mas minha geração não se vê nesse lugar. Está cada um por si, porque todo mundo precisa pagar contas. Acho que dá para a gente falar de mudanças mais estruturais. Mas a gente planta. E mesmo que não seja a minha gestão que vá colher isso, a gente está plantando, entendeu? Durante este período, comecei a frequentar reuniões da Fenapro, como ouvinte. Tourinho me disse que o que nos trouxe até aqui com certeza não será exatamente o que nos levará para o futuro. E é nisso que eu acredito. Abrimos sete vagas na diretoria. Passamos de três para sete mulheres. Também expandimos a possibilidade para agências independentes.
MANDATO
Meu mandato representa que as regras do jogo estão mudando rápido. O poder dessas decisões está mudando de mão e trazer essas pessoas que hoje já comandam nas bordas da publicidade, um novo jeito de se pensar a comunicação, pode ser um caminho para a gente ter uma evolução, uma inovação dentro do setor. Eu, como agência independente, navego nas bordas. E o nosso maior inventário de associados são agências independentes.
DESAFIOS
Hoje pensamos de maneira muito individual e isso criou rachaduras no setor de comunicação como um todo, fazendo com que a confiança no papel da agência fosse questionada. Muita coisa ‘foi jogada debaixo do tapete’ e a nova diretoria quer olhar de frente para essas questões. Diversidade é uma questão e uma das coisas em que vamos focar é como ajudar os associados a liderar essa mudança estrutural, para que não precise acontecer algo midiático para que mudanças pontuais ocorram. Também vamos abrir um grupo sobre gestão de pessoas, principalmente para finalmente falarmos sobre saúde mental no setor, que lida com um nível de urgência surreal. NR1 ajuda as empresas a mapearem o risco e dá luz às questões como depressão e burnouts, entre outras doenças. Nosso trabalho, de fato, será olhar para as nossas lideranças e entender como a gente pode potencializar o autocuidado no trabalho delas.

LEGADO
Estamos plantando algo novo. Eu espero que, ainda dentro da gestão, eu possa ver essa mudança e os frutos dela. Se a gente já plantar e ver nascer, já estou feliz. A geração Z assumindo essa posição e colhendo os frutos. E espero que eu esteja lá. Acho que eles estão mais animados com o processo coletivo. Quero que o mercado adote a criatividade responsável em suas operações. Temos uma das indústrias mais criativas do mundo. E sabemos ser responsáveis em nossas operações com paixão no que executamos para os nossos clientes. É isso que precisa estar no top 1 de qualquer agência.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 15 de junho.



