Com uma trajetória marcada por campanhas que ajudaram a consolidar a AlmapBBDO entre as agências mais premiadas do mundo, Iron Brito chega ao Cannes Lions 2026 para integrar o seleto grupo de jurados do festival. Para o creative director, a força de uma grande ideia continua sendo o principal diferencial de um trabalho memorável. Nesta entrevista, Brito fala sobre as expectativas para o júri, o espaço do Brasil no cenário global da criatividade e as tendências que devem marcar os cases deste ano em Cannes.
EXPECTATIVA
As expectativas são altíssimas para acompanhar a nata da criatividade mundial e, mais ainda, pela troca com meus colegas de júri; e ver o nivelamento de critérios que vão definir os premiados desta edição. Essa discussão sempre é muito rica.
PADRÃO DE EXCELÊNCIA
Não acho que o padrão de excelência tenha mudado. Eu acho que o que mudou foi o mundo, sobretudo por conta das mídias sociais que aceleraram absurdamente o compartilhamento de conhecimento, cultura, padrão de beleza e ideias. A meu ver, o festival acompanhou isso e talvez esteja mais atento a culturas para além da Europa e dos Estados Unidos. Acho também que o mindset de diversidade no festival, como um todo, não esfriou como uma onda, como infelizmente a gente vê acontecer no mundo todo. Desde a seleção do júri até a orientação do que levar em conta na hora de premiar, tudo tem sido cuidadosamente tratado. Para mim, olhar por esses ângulos são as mudanças mais interessantes.
TRABALHO PREMIÁVEL
Uma grande ideia ainda é, e sempre vai ser, o que dá alma para um trabalho, é o que faz com que ele cause alguma emoção – seja ela qual for, e se tornar memorável. E grandes ideias são simples de contar e rápidas de entender. Acredito que tem ideias que, além de geniais, precisam de muita coragem das marcas e agências para serem colocadas de pé, e isso para mim também pesa bastante.

DE IGUAL PARA IGUAL
Do Brasil a gente sempre pode esperar ideias que vão competir de igual para igual com o mundo todo. Basta observar os trabalhos que têm sido divulgados recentemente. É claro que os trabalhos que têm um resultado de negócio mais expressivo ganham uma força extra em credibilidade e prova de eficiência, apesar de a criatividade ser o core do festival. E provam como uma coisa não deveria andar separada da outra. No fim das contas, a criatividade é uma das ferramentas mais eficazes para gerar negócios.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 15 de junho.



