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‘Nigrum Corpus’ da Artplan para Idomed e Instituto Yduqs recebe Grand Prix de Glass

Case discute racismo na formação médica e foi a terceira campanha brasileira mais premiada na última edição do festival

A Artplan conquistou o Grand Prix de Glass: The Lion for Change com ‘Nigrum Corpus’, campanha criada para IDOMED e Instituto Yduqs. O case aborda o racismo na formação e na prática médica a partir de relatos reais de pacientes e dados que mostram como questões raciais interferem em diagnósticos, tratamentos e decisões clínicas.

O livro Nigrum Corpus, desenvolvido para aproximar a educação médica do debate racial, foi distribuído para faculdades de medicina do país e ganhou também uma versão audiovisual, o curta-metragem “Corpo Preto”, que acompanha a trajetória de um paciente negro diante da negligência médica e a invisibilidade enfrentada por parte da população negra no atendimento em saúde.

Em 2025, ‘Nigrum Corpus’ já havia sido a terceira campanha brasileira mais premiada do festival, com quatro Leões: Grand Prix em Industry Craft, Ouro em Design, Ouro em Health & Wellness e Bronze em Health & Wellness.

Segundo Monique Nelson, executive chair da UWG, dos Estados Unidos, e presidente do júri de Glass, a categoria exige trabalhos capazes de unir emoção, utilidade e criatividade. “Glass é emocional, é útil e também precisa ter criatividade. Isso torna a categoria muito difícil, porque tudo o que é inscrito é comovente, poderoso e pessoal”, afirmou. Para ela, o júri buscou trabalhos que cumprissem seu propósito e entregassem impacto real. Ao comentar o vencedor, Monique definiu ‘Nigrum Corpus’ como “revolucionário”.

Além de ‘Nigrum Corpus’, o Brasil concorria em Glass com ‘Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro’, criado pela Beta Collective para L’Oréal Luxe, que não levou Leão na categoria.

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