Por Danilo Fuin, country manager da Azerion
A evolução do áudio digital é uma realidade. Os brasileiros sempre tiveram os ouvidos bem abertos para os sons da música, da notícia, no grito de gol, enfim, um povo altamente conectado com esse universo.
Durante muito tempo, vale lembrar, o áudio foi considerado uma extensão do meio rádio. Mas ele vem ocupando um papel estratégico dentro das jornadas de consumo de mídia.
Streaming de música, podcasts, rádios digitais e ambientes de áudio conectados oferecem contextos de atenção qualificada, alta frequência de uso e possibilidades de segmentação que há poucos anos eram impensáveis. E este cenário tem ainda infinitas possibilidades. Quando combinado com dados, inteligência artificial e compra programática, o áudio deixa de ser apenas um canal de branding para se tornar um ambiente capaz de entregar relevância, personalização e mensuração de resultados. Agências, anunciantes e algumas emissoras de rádio já entenderam o jogo e, em tempos de Copa do Mundo, estão se classificando para as próximas fases. Mas ainda tem importantes players do mercado ficando para trás.
Escrever esse artigo é uma forma de compartilhar com o mercado o que acompanho no dia a dia. Na Azerion, enxergamos o áudio como parte de um ecossistema omnichannel. A força não está apenas no formato, mas na capacidade de integrá-lo às estratégias de vídeo, display, Retail, DOOH, games e demais pontos de contato da jornada do consumidor. Isso permite construir campanhas mais consistentes, ampliando alcance, frequência e eficiência sem perder qualidade de contexto.
Ao mesmo tempo em que essa entrega já está cada vez mais robusta (e novamente falando sobre resultados), tem ainda forte potencial de crescimento a partir do momento em que profissionais de todo ecossistema da publicidade brasileira estiverem mais integrados com esse universo.
Em um mercado onde a disputa pela atenção é cada vez maior, o áudio possui uma característica única: acompanha as pessoas nos momentos em que outras telas não conseguem estar presentes. É uma mídia que informa, entretém, cria vínculo emocional e gera lembrança de marca de forma natural. Por isso, acredito que seu protagonismo continuará em alta nos próximos anos. Até porque, tem novos sons chegando por aí e você vai seguir escutando muito sobre isso nas estratégias das marcas.



