Como trabalhar uma marca que se tornou símbolo do “brazilcore” e segue como símbolo do país ao longo de décadas? Para a Havaianas, o lema principal é acompanhar as transformações culturais mantendo a conexão com seus consumidores, sem fugir da essência. Quem confirma isso é Juliana Soncini, diretora de marketing Latam da marca, explicando como a combinação entre brasilidade, criatividade, dados e sensibilidade cultural sustenta a estratégia de branding da companhia.
Presente em 95% dos lares brasileiros, com mais de 200 milhões de pares vendidos por ano, a Havaianas atribui essa permanência à combinação entre uma identidade sólida e a capacidade de evoluir junto com o comportamento do consumidor.
“Buscamos criar vínculos genuínos com as pessoas e estar presentes nos momentos que fazem parte da cultura brasileira, como Carnaval e, mais recentemente, a Copa. Ao mesmo tempo, relevância exige escuta constante. Combinamos dados, inteligência de mercado e sensibilidade cultural para entender o que está mobilizando as conversas. Um exemplo foi o caso da cor ‘buttercream’, que os consumidores apelidaram espontaneamente de “encardida” e, ao percebermos a repercussão, entramos na brincadeira de forma natural, adaptando a comunicação da marca e transformando um comentário do público em uma oportunidade de conexão”, exemplifica, citando também o case das chuteiras rosas na Copa.
“A partir desse hype, Havaianas entrou na pauta com um olhar leve, bem-humorado e conectado ao comportamento digital, usando a Top Rosa para brincar com a ideia de uma ‘Havaianas de jogador’ em 2026 e com a provocação de que já existia uma ‘chuteira’ muito mais confortável. Foi uma forma natural de participar de uma conversa que já estava acontecendo, aproximando a marca do clima da Copa sem perder nosso tom.”
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 13 de julho.



