A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de dois lotes da água mineral sem gás Mamba Water após a identificação da bactéria ‘Pseudomonas aeruginosa’. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (16).
A decisão atinge as latas de 350 ml dos lotes 13 e 14, produzidos nos dias 3 e 4 de abril de 2026, com validade até abril de 2027. A resolução suspende a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos.
Em nota, a Mamba Water informou que o recolhimento foi iniciado de forma voluntária e preventiva após análises internas de rotina apontarem um resultado microbiológico fora do padrão esperado. Segundo a empresa, a ocorrência está restrita aos dois lotes afetados, envasados pela fornecedora Bebidas Poty S.A., e não há registros de reclamações de consumidores ou de impactos em outros produtos da marca.
A fabricante afirmou ainda que aproximadamente 82% das unidades envolvidas já foram bloqueadas e retiradas da circulação comercial e que as medidas corretivas necessárias já foram adotadas junto à fornecedora.
Veja abaixo:
Embora não tenha sido registrado nenhum evento adverso relacionado aos lotes recolhidos, a empresa orienta que consumidores não utilizem os produtos. De acordo com a Mamba Water, o risco é considerado baixo para pessoas saudáveis, mas pode ser maior para indivíduos imunossuprimidos ou com doenças preexistentes.
Os consumidores que possuírem unidades dos lotes 13 e 14 podem solicitar o reembolso por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor, pelo e-mail ou telefone indicador por eles. A empresa informou que o recall não terá custos para os consumidores.
Este é o terceiro episódio envolvendo a Pseudomonas aeruginosa em produtos de consumo no Brasil nos últimos meses. Em abril, a bactéria foi identificada em mais de 100 lotes de produtos da Ypê. Já em junho, um lote da água mineral Crystal também precisou ser recolhido pelo mesmo motivo.
Marca de energético também é recolhida
Na mesma data, a Anvisa também determinou o recolhimento de todos os energéticos da marca Mister Hemp, fabricados pela G. Freitas Alimentos. A medida suspende a fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e uso dos produtos.
Segundo a agência, a empresa não apresentou estudos de estabilidade capazes de comprovar a manutenção das características de segurança, composição e qualidade dos energéticos durante todo o prazo de validade. A Anvisa também informou que a fabricante não comprovou a regularização dos produtos junto ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).



