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Africa Creative e Artplan garantem os Leões do Brasil em Creative Data

Grey Circus, do Peru, conquista GP com ‘SOS POS’
Comunicação da campanha 'Unwatched Goals' da Africa Creative, para Brahma | Imagem: Divulgação

Dos três trabalhos brasileiros finalistas em Creative Data, dois foram premiados: ‘Unwatched Goals’, da Africa Creative para Brahma, e ‘Nigrum Corpus’, da Artplan para o Instituto de Educação Médica (Idomed) e o Instituto Yduqs.

A Africa teve o melhor desempenho brasileiro, com Prata em Real-Time & Dynamic Creative. O case combinou dados do Zé Delivery, parceiro da Ambev, com informações sobre torcedores, times e horários dos gols. A partir da identificação de picos de compra antes e depois das partidas, a ação concedia cashback total ao consumidor quando seu time marcava um gol no momento da busca do pedido.

Com produção de Halley Sound e Zaine Filmes, a peça também era finalista em Data Enhanced Creativity e Data Storytelling & Narrative.

Já a Artplan levou Bronze na subcategoria Purpose-Driven Data Solutions com ‘Nigrum Corpus’. O trabalho foi a terceira campanha brasileira mais premiada no Cannes Lions 2025, com quatro Leões no total: Grand Prix em Industry Craft, Ouro em Design, Ouro em Health & Wellness e Bronze em Health & Wellness.

O objetivo do projeto é expor, por meio da arte e da ciência, o racismo estrutural e a negligência que permeiam a saúde e a formação médica no Brasil.

Na ficha técnica, estão com Mauricio Nahas Estúdio Fotográfico, Raw Audio, Road Filmes, Rudy Huhold Fotografia, Untitled Productions, Fujocka Creative Images, P+E Galeria Digital, Approach, A-Lab, Blackbird Produções, Fsign e Rede Americas.

O outro concorrente brasileiro era ‘Pedigree Caramelo’, da AlmapBBDO para Pedigree, marca da Mars.

Grey Circus, do Peru, conquista GP com ‘SOS POS’

Criado pela peruana Circus Grey para o BCP (Banco de Crédito do Peru), o case ‘SOS POS’ levou o Grand Prix de Creative Data. O trabalho apresenta uma solução de segurança para pessoas que tiveram o celular roubado ou furtado. As máquinas de cartão, POS, que dão origem ao nome ‘SOS POS’, foram conectadas às redes dos bancos para permitir que a vítima insira seus dados em estabelecimentos próximos e o aparelho seja bloqueado.

Segundo o case, foram mapeadas as regiões com maior incidência desses crimes e instaladas máquinas com essa função para que o tempo máximo de deslocamento fosse de dois minutos.

A categoria reconhece trabalhos nos quais “ciência de dados sofisticada, insights estratégicos e excelência criativa convergem para desbloquear experiências inovadoras e impacto de negócio mensurável”. Segundo a descrição do festival, os cases devem demonstrar como metodologias avançadas de dados, seja por modelagem preditiva, análise comportamental, personalização em tempo real ou criatividade algorítmica.

Vitor Kadooka
Vitor Kadooka
Repórter
vitor@propmark.com.br

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