O Quênia conquistou seu primeiro Grand Prix da história no Cannes Lions. O prêmio veio em Sustainable Development Goals Lions com ‘Paid Sick Leave for Cows’, da agência The Partnership para a Too Good.
Quando vacas recebem antibióticos, o leite deve ser descartado durante o período de carência, que pode durar de três a cinco dias. Para muitos produtores, isso significa perda direta de renda. Na prática, a pressão financeira pode levar leite com resíduos de antibióticos ao mercado.
A solução da Too Good foi criar uma espécie de licença remunerada para vacas. Os animais passaram a ser registrados como trabalhadores econômicos, e os produtores puderam solicitar a compensação pelo WhatsApp quando uma vaca estivesse em tratamento. Após aprovação em um painel de controle, a empresa pagava o valor correspondente ao período em que o leite precisaria ser descartado.
O Brasil não conquistou Leões na categoria. A única finalista nacional foi a Ampfy, com ‘The Missing Portraits’, ou ‘Desaparecidos’, criada para Piracanjuba. A campanha usou embalagens de leite da marca para divulgar retratos de pessoas desaparecidas, com apoio de inteligência artificial para reimaginar como esses rostos poderiam estar atualmente.
Ao todo, o júri de Sustainable Development Goals Lions selecionou 28 trabalhos para a shortlist. A categoria foi presidida por Kazoo Sato, chief creative officer e CEO da Earth Centric Design, do Japão, e teve a brasileira Flavia Martins, fundadora e CEO da Diversidade Sustentável, entre os jurados.


