Educação, cujo engajamento tem como marca o Festival Led; questão racial, visível na pauta do Negritudes; e também os chamados não representados, como o perfil LGBTQIA+, mulheres, pessoas negras e com deficiência, com percentual de 83%. Tudo está na pauta ESG da Globo.
Os dados completos estão presentes no Relatório de Sustentabilidade de 2025, lançado na semana passada, que mostra, na expressão de Manuel Belmar, diretor de produtos digitais, financeiro e jurídico da Globo, que as “narrativas produzidas pela empresa seguiram ultrapassando as telas e gerando transformações reais”. Quer dizer que ESG não está relacionada apenas às questões ambientais.
O comunicado da empresa exibe números que ratificam o que Belmar define como um “um exercício de responsabilidade e consistência”. Por exemplo, “mais de 99% da energia consumida pela Globo já vinha de fontes renováveis e a empresa alcançou o marco de 100% no início de 2026, antecipando a meta de energia limpa prevista na Agenda 2030”.
“O período também registrou o menor índice histórico de resíduos enviados para aterros sanitários, inferior a 10% do total gerado”, detalha o relatório, que tem uma campanha publicitária em exibição na sua grade estrelada por Beatriz Reis e William Bonner.
A escolha dos protagonistas foi justicada: “No ‘BBB’, Beatriz transformou moda em conversa sobre reaproveitamento ao usar roupas feitas com sacos de lixo e materiais recicláveis. Já Bonner protagonizou um dos momentos mais comentados da apuração das eleições de 2022, quando o barulho de uma latinha durante a transmissão ao vivo viralizou nas redes”.
Belmar explica o foco. “A sustentabilidade na Globo orienta decisões, fortalece nossa solidez empresarial e amplia nossa capacidade de gerar impacto real na sociedade brasileira. Os avanços apresentados neste relatório mostram que é possível crescer, manter relevância e, ao mesmo tempo, contribuir de forma concreta para um futuro mais justo, diverso e sustentável para o país.”

A Globo chama a atenção para como a pauta ESG está na sua telinha. “As narrativas produzidas seguiram ultrapassando as telas e gerando transformações reais. ‘Vale Tudo’, por exemplo, contribuiu para um aumento de 50% nos pedidos de pensão alimentícia via Defensoria Pública e para um crescimento de 150% nas buscas por informações sobre o Alcoólicos Anônimos. Já no Jornalismo, a cobertura da COP30 mobilizou milhões de pessoas, com 170 horas de conteúdo exibido na TV Globo e na GloboNews e 491 matérias publicadas no g1. O ‘Fato ou Fake’ também ampliou sua relevância no combate à desinformação, registrando crescimento de 304% nas checagens e aumento de 76% na audiência.”
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 01 de junho.

