Por Armando Ferrentini, fundador do propmark
Se a propaganda é a alma do negócio, o relacionamento é o que move o mercado. Em uma época em que a inteligência artificial automatiza processos com eficiência acelerada, ter relações influentes virou moeda de troca. Não que antes não fosse importante, mas agora vivemos a era da conexão, vide a relevância que se tem hoje de se conectar com as pessoas nas redes sociais.
Já virou rotina, após encontros profissionais, diálogos como ‘Vamos nos conectar pelo LinkedIn’ ou ‘Me adiciona no LinkedIn’, por exemplo. Não à toa, a plataforma consolidou-se como a maior rede profissional do mundo, ultrapassando a marca de 1 bilhão de membros globalmente.
Mas o contato presencial com as pessoas continua sendo essencial. O tal olho no olho, o tête-à-tête com alguém, é insubstituível. Conversas presenciais têm o calor humano, nuances como um olhar diferente ou um balançar de cabeça que podem dizer tudo. Porém, nada disso acontece em uma call em que as pessoas estão separadas por telas de computador ou celular.
Óbvio que as teleconferências e lives foram fundamentais durante o período da pandemia para manter as pessoas em contato e seguem como ferramentas digitais utilizadas hoje com frequência para reuniões e eventos em que o conferencista não pode comparecer presencialmente, por exemplo. No entanto, o
networking presencial é a melhor forma de se aproximar do outro, gerar confiança e parcerias duradouras, permitindo a troca de experiências reais.
A valorização de interações físicas não é coisa só das gerações mais velhas, aliás. Levantamento do aplicativo Happn mostra que quase metade dos jovens da geração Z ouvidos (47%) afirma que o ambiente digital influencia negativamente sua visão afetiva, devido à exposição constante a expectativas consideradas irreais ou idealizadas. Não à toa testemunhamos o resgate de costumes analógicos. O “luxo emocional” hoje é dedicar tempo a algo físico e palpável.
No mercado publicitário, esse networking presencial segue efervescente. Não faltam eventos de todos os portes e para todos os segmentos da indústria. Mesmo que aparentemente o tempo esteja passando mais rápido – já estamos na metade do ano –, 2026 sem dúvida é um ano com muitas oportunidades.
Além da Copa do Mundo, que começa no próximo dia 11, o calendário em junho é reforçado por nada mais nada menos do que o maior festival da publicidade global, o Cannes Lions, que ocorre na França entre os dias 22 e 26. As movimentações de negócios em torno do evento são reais.
Quem vai à França já começa a se preparar para uma semana intensa de conteúdo, caçada aos Leões e muito, mas muito, networking. Vale lembrar que, apesar da glamourização em torno do festival (é claro que o mar azul da Riviera Francesa é de encher os olhos), os dias lá em Cannes são de muito trabalho e com conversas paralelas que podem garantir o faturamento do mês de várias empresas, bem como abrir portas para negócios. É por isso que relações valem ouro.
Marketing de performance
A presente edição do propmark traz o Especial Marketing de Perfomance, que mostra o novo momento do setor, com a sofisticação da operação. O cenário é composto por agências profundamente especializadas, soluções de mídia mais modernas e abordagens baseadas em privacidade e dados first-party, como explica Leo Naressi, CEO da DP6 e VP do Comitê de Mensuração do IAB Brasil.
O segmento, porém, vive um paradoxo, uma vez que a performance pode trazer resultados de curto prazo em tempo real, mas é preciso separar o que é resultado de curto prazo e o que é ROI real. Confira a visão dos especialistas.

