Brasil conquista 4 lápis no D&AD New Blood Awards 2026

Projetos de estudantes brasileiros foram reconhecidos em briefs de marcas como Twix, Canva, L’Oréal Paris e Penguin
Trabalhos vencedores foram divulgados no The Steel Yard em Londres | Imagem: divulgação

ÍNDICE

O Brasil está entre os países com trabalhos vencedores no D&AD New Blood Awards 2026, premiação voltada a estudantes e jovens talentos criativos. A edição deste ano distribuiu 175 Lápis para participantes de 29 países, a partir de briefs propostos por marcas como Twix, Duolingo, L’Oréal, Wise, Carrefour, Canva e Penguin.

Entre os trabalhos brasileiros premiados está ‘Midnight Time Machine’, criado para o brief de Twix por Bárbara Souza, Luma Favretto, Maria Fernanda Mott e Renata Amorim Nogueira, da ESPM, com tutoria de Eduardo Manente Batista. O projeto parte do território da marca, associado à duplicidade, para propor uma experiência em que sósias de celebridades vivem duas viradas de Ano Novo na mesma noite, primeiro em Sydney e depois em Los Angeles.

Peça de inscrição de ‘Midnight Time Machine’, criado para o brief de Twix | Imagem: reprodução

Outro trabalho brasileiro reconhecido foi ‘Spot The Spot’, criado para o brief de Affinity e Canva por Bárbara Aurichio, Beatriz Cividanes, Bianca Eiko, Camila Izumi e Lucas Senzaki, da PUC SP e da Universidade de São Paulo. O projeto aborda o diagnóstico tardio de câncer de pele em pessoas negras e transforma embalagens em ferramenta de autoexame, com um guia visual baseado na regra ABCDE do melanoma. A proposta também prevê um template open-source no Canva para que outras marcas possam adotar a solução.

Trabalho ‘Spot The Spot’ aborda o diagnóstico tardio de câncer de pele em pessoas negras | Imagem: reprodução

No brief de L’Oréal Paris, o Brasil aparece com ‘The Untold Tales’, criado por Gabriel Vieira da Silva e Giulia Freitas, da Escola Cuca e da USP, com tutoria de Clarissa Astigarraga. A ideia reinterpreta vilãs clássicas dos contos de fadas a partir da menopausa, propondo novos capítulos para personagens historicamente lidas apenas pelo viés da vilania. A campanha inclui OOH em Londres, livros reescritos e acesso a especialistas em menopausa da L’Oréal.

‘The Untold Tales’ criado pela L’Oréal Paris | Imagem: reprodução

Também entre os vencedores está ‘Woven Type’, criado para o brief de Penguin e Monotype por Gabriel Fogaça Moreira e Larissa Silva Pinheiro, da Redhook, com tutoria de Thiago Aranha. O projeto propõe uma adaptação modular do alfabeto dari para grades de bordado. A partir do contexto do Afeganistão, onde mulheres enfrentam restrições ao acesso à educação e aos livros, a ideia transforma textos literários em padrões bordáveis, permitindo que círculos de bordado funcionem como espaços discretos de leitura.

‘Woven Type’ propõe uma adaptação modular do alfabeto dari para grades de bordado | Imagem: reprodução

O principal destaque global da edição foi ‘Blood Stocks’, da Dinamarca, criado para o brief de Canesten em colaboração com a Design Bridge & Partners. Desenvolvido por Jens Kühnel e Kirstine Vilsen, da DMJX, o projeto propõe tratar a menstruação como um ativo médico, por meio de um modelo de doação ligado ao ciclo menstrual. O trabalho foi o único da edição a conquistar simultaneamente um Lápis Preto, maior reconhecimento do D&AD New Blood, e um Lápis Branco, dedicado a ideias com impacto positivo.

O outro Lápis Preto do ano foi para ‘Young Explorer: Independence with a Snap’, criado para Wise por Mohammed Al Sane, do Kuwait. No total, a edição distribuiu dois Lápis Pretos, quatro Lápis Brancos, 24 Amarelos, 42 Grafites e 103 Lápis de Madeira. Os vencedores foram escolhidos entre mais de 7 mil participantes de 78 países, avaliados por 165 jurados.

No recorte por países, o Reino Unido liderou a premiação, com 51 Pencils, seguido por Espanha, com 19; França, com 16; Dinamarca, com 15; e Estados Unidos, com 11. Segundo o D&AD, os briefs da edição foram baixados 227 mil vezes em mais de 90 países.

“O que mais me chama atenção neste ano é o quanto o New Blood se tornou global. Tivemos o maior número de briefs internacionais da nossa história, e os dois únicos Black Pencils foram para trabalhos feitos na Dinamarca e no Kuwait”, afirma David Patton, CEO do D&AD.

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

publicidade

publicidade

Inscreva-se para receber as últimas atulizações

Fique por dentro das novidades do mercado publicitário

Leia também