Tecnologia deve ser acessível, humana e conveniente, diz criativo

Andy Hood, da AKQA, presidente de Mobile em Cannes, esteve no Brasil e falou sobre AI

Andy Hood, head de emerging technologies da AKQA, esteve no Brasil na semana passada e compartilhou com a agência e alguns clientes formatos possíveis para “navegar” por meio das experiências tecnológicas. Ele também se destaca como o presidente da categoria de Mobile no Festival de Cannes deste ano e diz estar “animado” para observar a discussão em torno do tema.

Alê Oliveira

Em 1999, Hood montou um time de pesquisa criativa e desenvolvimento e o lidera até hoje. Especializado em design e desenvolvimento de novos produtos e serviços digitais para os clientes, ele trabalha na demonstração de como novas tecnologias podem ser aplicadas para resolver problemas tanto de negócios quanto de consumidores. Ele tem coordenado o desenvolvimento da maior parte das inovações da AKQA sobre carros conectados, dual-screeming, realidade virtual e inteligência artificial (AI).

E foi justamente sobre esse tema que o executivo trouxe exemplos de experiências sofisticadas para criar caminhos consistentes de inovação para os negócios. Para ele, é importante humanizar as tecnologias para que elas se aproximem da realidade vivida tanto pelas marcas quanto pelos consumidores. Essa avalanche de tecnologias desenhadas por gigantes como Google e Microsoft, por exemplo, conectam o mundo físico e facilitam os serviços.

Segundo ele, os beacons, por exemplo, tem sido usados no Reino Unido para enviar promoções e ofertas enquanto as pessoas estão no ambiente físico fazendo compras. “Em 2020, 85% da interação no varejo vai ser gerenciada pela inteligência artificial”, disse Hood. Por isso, é cada vez mais importante que os fãs das marcas se tornem membros e não mais clientes, porque os dispositivos vão mudar completamente a experiência entre o online e offline.

O criativo apresentou alguns cases da AKQA, como uma quadra de basquete e um show de música pop gerado por inteligência artificial. Em contraste, ele mostrou como a ficção usa a tecnologias, exemplificado com filme ‘Morgan’.

Para finalizar sua apresentação, ele sugeriu aplicar as tecnologias pensando se elas são úteis, acessíveis, humanas e convenientes.

Cannes Lions
Presidente da categoria mobile, Hood comentou a expectativa a respeito dos projetos e soluções que irão concorrer no Cannes Lions deste ano. “Se observarmos todas as coisas bacanas que estão surgindo, como realidade virtual, inteligente artificial, o caminho como as pessoas experimentam isso é através do mobile. A maioria das categorias são definidas por elas mesmas, e no mobile não é assim. Então acredito que a beleza dessa área é que o mobile entra em todas as outras e abre um mundo de possibilidades em tecnologias”.

Ele disse estar animado para conhecer os trabalhos. “Estou feliz porque as novidades estão surgindo em outras áreas, mas é no mobile onde as pessoas vão experimentar isso. Então, as notícias de mobile são notícias para todas as pessoas, porque é ali que tudo vai acontecer”.

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