#papoPROPMARK: Entendo o que as marcas buscam em mim, diz Thaynara OG

Bradesco, Riachuelo, GNT, Niely Gold e Disney são empresas que investem na influenciadora

Thaynara OG nasceu no Maranhão, viaja o mundo, mas sempre volta para o ninho. Advogada de formação, ela surgiu nas redes sociais há alguns anos pelo Snapchat. Se sentindo sozinha na rotina de estudos, passou a fazer posts para amigos. Depois, para o mundo.

Logo diversas marcas - e agentes de imagem - a procuraram. Antes de se profissionalizar, ela chegou a fazer divulgação com entrega mensal por R$ 100. Hoje, referência em redes como Instagram e YouTube, plataforma em que está menos de um ano, ela também cresce na TV. A parceria com o GNT foi de participações a programas com destaque nela, como o Chef ao Pé do Ouvido e Minha Vida é Kiu #PartiuViagem.

Aos 27 anos, Thaynara sabe que tudo mudou, mas o essencial não. Endereço, empresário, olhar sensível às questões sociais e a vontade de ajudar seguem iguais. Para isso ela tem o alcance da sua voz marcas como Bradesco, Riachuelo, GNT, Magazine Luiza, Disney e Niely Gold. A seguir, ela conta um pouco de sua trajetória, do evento São João da Thay, que chega à terceira edição, e como escolhe com quais marcas e como vai trabalhar.

CRITÉRIOS
A marca precisa ter credibilidade e só faço o que uso de verdade. Pesquisamos muito. Bebida alcoólica ainda seguro um pouco. Sou uma mulher de 27 anos, mas tenho uma parcela de crianças me seguindo e por respeito a elas tomo cuidado. O dia que eu fizer precisa ter sentido e contexto, não pode ser só folia. Remédios eu também não faço, principalmente esses que prometem beleza, acho perigosíssimo.

PARCERIAS
Sempre buscamos contratos anuais. A marca pode me procurar para um post com um valor bom, mas se eu fizer fico no mínimo um ano sem trabalhar com outra do segmento. Buscamos algo orgânico, inserir a marca na minha rotina e passar verdade aos seguidores. Não quero dar a cara de ‘pagou, postou’, por isso tenho um carinho grande por quem está comigo desde o início. Além de fazer as campanhas, quando tenho projetos, como o SJT, elas acreditam e apoiam.

REDES SOCIAIS
Não dou minha senha para ninguém. São minhas palavras.

PERFIL
Hoje eu entendo o que as marcas buscam em mim. Por exemplo, Riachuelo me colocou no Baile da Vogue, para representar esse olhar curioso. O Bradesco levou um bicampeão olímpico e eu para trazer a Chama Olímpica. Me reconheço como uma pessoa curiosa, espontânea, verdadeira e profissional junto com minha equipe. Tenho essa identidade maranhense forte, com olhar leve. Tudo é novidade. Se não sei como funciona eu finjo costume.

SÃO JOÃO DA THAY
Sempre quis fazer um evento beneficente atrelado ao São João para mostrar um pouco do folclore de lá,  que é muito diferente e tem que ser divulgado, Bumba Meu Boi não tem nada a ver com Boi de Parintins. Iríamos fazer só um jantar pequeno com uma apresentação e arrecadar doações para uma instituição. A Preta Gil me cutucou: 'por que não faz maior com atrações? Eu venho para ajudar.' E o evento cresceu. A Preta é uma madrinha.

CRESCIMENTO
Na segunda edição dobrou o tamanho, fomos para outro lugar, aumentamos a cobertura com o GNT. Esse ano vamos fazer no mesmo lugar, mas com algumas novidades. Me acompanham Bradesco, Riachuelo, GNT, Niely Gold, Café Santa Clara, Guaraná Jesus, e a Disney, que entrou esse ano.

RESULTADO
Queremos instituições sérias e que as doações funcionem. Não é para ganhar like. Hoje solidariedade está na moda. Mas a gente vê quando é de verdade, se a pessoa estuda e sabe como será aplicado o dinheiro. O primeiro SJT ajudou a Associação Antonio Brunno, que cuida de pessoas com câncer que vão para a capital se tratar e não têm dinheiro, onde ficar, o que comer e apoio psicológico. O segundo ajudou a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de São Luís e este será com o Selo Unicef.

DIREITO
Hoje minha relação com o direito é só pagar anuidade da OAB mesmo. Me formei na Universidade Federal do Maranhão em 2015, passei na OAB antes de me formar. Não queria advogar em escritório, mas ser defensora pública da União. 

SNAPCHAT
Nessa vida de concurseira são três anos de prática jurídica e precisa estudar muito. Nessa rotina intensa eu me sentia sozinha. Amava o Snapchat e na minha pausa fazia vários quadros para umas oito pessoas que me seguiam, porque era privado. Virou uma rotina. Foi crescendo no boca a boca, muita gente pedia para seguir, mas eu não aceitava. Levei meses para tornar público. Quando virou, celebridades foram conhecendo, fui em programas de TV, teve uma divulgação muito grande. E várias marcas me abordaram.

MUDANÇA
Tive que montar uma estrutura para trabalhar com isso. Na época eu até fazia um cursinho específico de defensoria pública. Falava para o meu empresário ‘olha, não quero desfocar, isso é passageiro. Vou estudar durante a semana, a gente só vai se reunir depois que eu sair do cursinho e só posso viajar só de fim de semana’. Mas foi aparecendo muita coisa de semana e eu comecei a faltar. Tive que decidir o que queria. Minha família me surpreendeu. Todo mundo é do Direito e me apoiou. Quando tive esse apoio veio a coragem de seguir nessa carreira.

CAUSAS
Mudei de carreira, não de missão. No Direito, minha paixão era a defensoria pública. Se não fosse a Thaynara OG de hoje, estaria fazendo isso. Talvez com uma proporção menor. Estagiei dois anos lá e via gente que desmaiava de fome na minha frente. Encantei-me em ajudar. Hoje a forma que eu tenho e com uma força maior é usar a voz na internet.

INÍCIO
Como eu caí de paraquedas fiquei muito perdida e tive dificuldade. Os primeiros trabalhos em São Luís eu era a pessoa legal a internet, a pessoa que negociava, que dizia o valor e que às vezes cobrava. Às vezes fazia entrega de um mês e cobrava R$100 por vergonha de ser muito caro, fazia permuta de galão de água. Hoje com a estrutura percebo o valor do meu trabalho.

EQUIPE
Conheci meu empresário por acaso num réveillon, conversei com ele sobre as minhas dificuldades. A negociação seguinte foi em uma semana que várias pessoas apareceram querendo me agenciar, fiquei muito desconfiada porque precisava de alguém que tivesse referência. E o meu tio conhecia ele, são muito amigos. Ofereci o trabalho para ele, que é um publicitário, tem uma agência em São Luís, e nunca tinha trabalhado com alguém da internet. Ele está comigo até hoje. Na época, como sou fora desse eixo Sul-Sudeste, não conhecia e não tinha uma referência de blogueira para falar ‘minha irmã, como é que faz?’. Fomos montando tudo juntos.

KIU
Eu e minhas primas crescemos gritando 'kiu' uma para outra. É uma vaia de zoeira. Tem maranhense que conhece e tem maranhense que nunca ouviu falar. Mas na minha família sempre falamos. Uma vez falei isso no Snap, perguntaram o que era, fiz o manual do Kiu explicando e virou um bordão naturalmente. Quando o GNT me convidou já foi usando a marca Kiu, porque quem ouve já associa a mim.

GNT 
A parceria começou na época do Snapchat e na festa de lançamento da VIU,  unidade de negócios digitais da Globosat. Eles me convidaram, o pessoal do GNT se apresentou, falou que gostou muito de mim. Ficamos um ano paquerando. Me chamavam pontualmente para coisas como participar de um programa no canal no YouTube, cobrir o SPFW. Antes de entrar no time oficialmente me testaram muito, me colocaram numa live de quatro horas para ver se eu ia segurar, improvisar e me sair bem. Meu primeiro projeto com eles foi o Minha Vida é Kiu no YouTube, depois fiz algumas coisas na TV em programas de outras pessoas. Teve o Que Marravilha!, com pessoas conhecidas que não sabem nada de cozinha para competir - e eu fui a segunda eliminada. Depois teve o Chef ao Pé do Ouvido e falaram que queriam um programa só meu, aí veio esse de viagem, o Minha Vida é Kiu.

MARANHÃO
Fico muito feliz de ajudar e cutucar a curiosidade em quem me assiste em conhecer o Maranhão, e poder quebrar o preconceito. Toda vez que eu ligava a TV, as notícias do Maranhão eram só desgraça, e hoje percebo que alguns lugares viraram objeto de desejo. Está muito glamuroso, revistas e celebridades estão indo para lá, filmes estão sendo gravados lá. 

ORIGENS
Voltar para o Maranhão é uma questão pessoal acima de tudo. Minha família é muito grande, está toda lá e eu sinto muita falta. Quando vejo que estou viajando muito, volto. Só sinto que eu descanso lá. Minha equipe também é de lá. E isso é outra coisa também que sinto orgulho, porque às vezes acham que o que funciona é só em São Paulo. 

TEMPO LIVRE
Gosto de entretenimento e coisas leves que me fazem rir. Gosto muito de Diva da Depressão, sempre separo um tempo para ver. Séries curtas e engraçadas, como Modern Family e Grace e Frankie. De música gosto muito de divas do pop e divas antigas. Mas com esse trabalho acabei abrindo mais a minha cabeça, conhecendo outros estilos e me permitindo. Quando sou convidada para alguma palestra, gosto de sentar e ver a de outros profissionais. Adoro combinar jantar só para conversar e entender como está funcionando o mercado para o influenciador, empresário, publicitário... 

HATERS
No início, o primeiro comentário ruim dá vontade de desistir e nunca mais aparecer. Você se sente muito mal. Mas o que me ajudou foi perceber que todas as pessoas passam pela mesma coisa. Tenho pouca rejeição, é difícil alguém vir me xingar. Mas quando acontece é dentro do ‘normal’ e faz parte da nossa profissão. Sempre penso assim: é algo muito pequeno perto do que a internet já me proporcionou e me proporciona. São tantos momentos felizes, oportunidades grandes de realizar alguns sonhos meus e de pessoas que eu gosto. O que é isso de vir uma pessoa que não conheço me xingar e me desmerecer perto de tudo de bom? É muito difícil me abalar.

 

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