Tecnologia que lê o áudio do vídeo online tem compra mais assertiva

DynAdmic chegou ao Brasil há três anos com uma plataforma que entende o som do filme

Divulgação

Empresa especializada em vídeo online, a DynAdmic, de origem francesa, chegou ao Brasil há pouco mais de três anos com um diferencial de mercado que deve ser mais divulgado com a chegada de Marcio Figueira (ex-Samba Ads), que assumiu em janeiro como chief commercial officer do escritório brasileiro. Trata-se de uma tecnologia exclusiva que entende exatamente o áudio do vídeo, aumentando a precisão da entrega de publicidade.

“A nossa tecnologia avalia mais de 1 bilhão de vídeos por semana, varre o vídeo pelo áudio. A vantagem é entregar uma publicidade que tem tudo a ver com o que o usuário quer ver naquele momento. As outras tecnologias entendem pelo contexto. Se você está vendo um vídeo sobre turismo na África do Sul, por exemplo, vamos entregar uma publicidade com oferta para a África do Sul. A tecnologia entende exatamente o que você está assistindo”, explica Figueira.

O executivo exemplifica um caso do próprio governo da África do Sul, que é cliente da DynAdmic, para destacar a vantagem da tecnologia para as marcas. “Eles contrataram no mercado uma publicidade que foi colocada num vídeo que falava sobre prostituição no país. O que mostra que o contexto às vezes falha. Nossa compra é mais assertiva”, garante ele.

Com expectativa de que o vídeo online será o principal vetor de crescimento do mercado digital no Brasil – cuja estimativa do IAB (Interactive Advertising Bureau) é de aumento de 12% –, Figueira tem como meta aumentar o faturamento da DynAdmic em 30% em 2017. “É um desafio bem grande. No ano passado, a empresa cresceu 5% em relação a 2015. Mas o vídeo este ano vai crescer muito. Dentro do digital, a gente acredita que vídeo é o que mais vai crescer”, falou Figueira, que também assumiu este ano a presidência do comitê de vídeos do IAB Brasil.

DESAFIO
Para Figueira, o maior desafio são as métricas de mercado. “É importante o anunciante entender mais sobre as métricas. Tem muita fraude. Os anunciantes estão cobrando muito isso. A gente segue as regras do IAB, em que o conteúdo do vídeo tem de aparecer pelo menos 50% na tela, por dois segundos, para fazer a cobrança do anunciante”, indica ele.

Considerado o maior entretenimento dos jovens nos dias de hoje, a estimativa é que, até 2019, 80% do tráfego da internet será gerado por vídeo, de acordo com um estudo da Cisco – atualmente esse número é de 65%. A perspectiva reacende outra polêmica: a adaptação dos comerciais de TV para os vídeos online.

“No passado, praticamente todo mundo pegava o comercial de TV, adaptava e colocava na internet. Hoje em dia isso está mudando bastante. Do lado das produtoras, elas viram que não dá para cobrar custo de produção da Globo. Todas elas se adaptaram para o digital, sem exceção. Com isso, o custo baixou muito. Eu acredito que ainda vou ver uma campanha que foi feita para o digital ser adaptada para TV aberta, porque vídeo é uma tendência fortíssima”, avalia o executivo da DynAdmic.

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