Bill Gates e Marcos Caruso

“A propriedade intelectual tem a vida útil de uma banana” Bill Gates

Marcos Caruso mora perto de onde eu moro. Não é incomum cruzar com ele pelas ruas do bairro de Higienópolis, cidade de São Paulo. Com ele, com o Drauzio Varella e outros simpáticos e queridos vizinhos. Semanas atrás concedeu entrevista ao suplemento do jornal Valor, Eu & Fim de Semana. Na seção À Mesa com Valor.

Foi almoçar com Adriana Abujamra na Trattoria Tavolino, da Rua Alagoas. No total gastaram R$ 249 com serviço, e comeram frango com risoto de limão e tiramisu de sobremesa. Mais sucos, água e café. Sem bebida alcoólica. Marcos vai contando sua história. E sua crença de que nada é impossível. E que, quase sempre, primeiro vende, e depois vai dar um jeito de entregar.

Por ser assim furou a segurança e com duas câmeras a tiracolo sem filmes, e um crachá fake de imprensa, conseguiu ver a rainha Elizabeth II e o príncipe Filipe a um metro de distância no Terraço Itália, quando ele, Caruso, tinha 18 anos.

Tentou seduzir Jaime Monjardim para integrar o casting da novela Pantanal dizendo ser exímio cavaleiro – uma das competências que Jaime precisava contar com e nos escolhidos para o elenco – escondendo que morria de medo de cavalos por ter levado uma mordida de um deles em sua coxa.

Assim como se apresentou a TV Bandeirantes que pretendia levar ao ar obras da literatura adaptadas no formato de teledramaturgia, dizendo possuir vários projetos do gênero prometendo entregá-los em até uma semana... Em verdade, não tinha nenhum, mas se revelassem interesse e se animassem... Daria um jeito.

Era uma vez uma IBM que criou um computador batizado de PC. Mudo e estático. Não rodava. Não escrevia. Não falava. Apenas, uma caixa com tela e teclado. Início dos anos 1980. Faltava o sistema operacional. Bill e seu parceiro Steve contataram Jack Sams, da IBM, e disseram ter a solução para que o PC ganhasse vida. Jack Sams acreditou e confiou aos dois e à minúscula e insignificante Microsoft a missão. Bill Gates e Steve Ballmer não tinham nada.

Foram atrás de uma informação de que um amigo de infância de Bill, Gary Kildall, teria desenvolvido um sistema operacional. Agendaram um primeiro encontro da IBM com Gary, mas Gary não compareceu, preferiu ir pescar a ter de conversar e perder tempo com aqueles dois chatos. Conscientes que o tempo “rugia” e não teriam uma segunda chance, Paul Allen foi atrás de um outro amigo seu, Tim Paterson, que criara um sistema operacional batizado de QDOS.

Tim Paterson era dono da Seattle Computer Products, que se encontrava à beira da falência. Tim disse que só aceitava vender e apenas uma licença. Bill e Allen endureceram e compraram o sistema todo por US$ 50 mil. E se apresentaram à IBM com a solução que não mais se chamava QDOS, e, sim, MSDOS.

A IBM aprovou, pagou US$ 186 mil, sem exclusividade, ou seja, Bill e Allen poderiam licenciar para outros fabricantes. Foi o que aconteceu... E o resto é história.

Bill, Allen e Marcos Caruso pertencem a um mesmo grupo de pessoas que por índole e natureza primeiro vendem, depois entregam. Você é assim? Fortes emoções, mas, quando dá certo. Ou você chega a um Marcos Caruso, ou, quem sabe, a um Bill Gates.

E ainda tem uma ótima história para contar pelo resto da vida.

Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing (famadia@madiamm.com.br)

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