Governo reduz orçamento de publicidade em 60%, diz Secom

Área de comunicação emite nota para esclarecer gastos da era Bolsonaro e Temer

O investimento em comunicação publicitária no primeiro trimestre do governo Jair Bolsonaro foi de R$ 13,3 milhões, 60% inferior ao valor consolidado no mesmo período do ano passado quando a equipe de Michel Temer na Secom (Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República) autorizou um volume de de R$ 33 milhões.

A informação  está no comunicado emitido pela Secom, que é comandada por Fabio Wajngarten desde o último dia 11. O motivo é o esclarecimento da reportagem "Gasto com publicidade cresce, e Record supera Globo" publicada nesta terça-feira (16) da Folha de S.Paulo com base em dados levantados pelo portal UOL.

A Secom diz que os veículos erraram na afirmação de que a verba teve elevação e que a Globo perdeu a hegemonia na divisão dos recursos destinados à publicidade. 

Leia o comunicado:

"A Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) informa que o site de noticiais Uol e o jornal Folha de S. Paulo, na matéria intitulada “Gasto federal com publicidade cresce, e Record supera Globo”, publicada hoje, erraram na avaliação dos gastos de publicidade da Presidência da República, usando como base os pagamentos referentes a investimentos feitos pelo Governo Temer, porém só pagos agora no primeiro trimestre desse ano na gestão Bolsonaro. Essa explicação foi dada exaustivamente a reportagem durante a apuração de dados, mas os veículos insistiram na interpretação parcial do relatório financeiro disponível no site da Secom. 

Deveriam ser levadas em consideração as autorizações de publicidade feitas nos três primeiros meses deste ano, referentes ao Governo Bolsonaro, que totalizaram o valor real de R$ 13,3 milhões para a campanha da Nova Previdência, uma economia de 60% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram investidos R$ 33 milhões. 

Desse total, a TV Globo foi o veículo que mais recebeu pedidos (R$ 1,9 milhão), seguida do SBT (R$ 1,4 milhão) e, por fim, a Record (R$ 1,2 milhão), segundo plano de mídia técnica feita pelas agências licitadas pela Secom.

Sendo assim, os R$ 75,5 milhões citados nas matérias referem-se a restos a pagar e não valores do orçamento autorizado para a Secom neste ano pelo Congresso Nacional."

 

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