O impacto da paralisação dos caminhoneiros no dia a dia das agências

Deslocamento de funcionários, reuniões canceladas e entregas estão entre as principais preocupações

Houve alteração na logística dos funcionários? E problemas com entrega de trabalhos e prazo com anunciantes? Se a greve continuar como ficará a dinâmica das agências e do próprio mercado como um todo? Estas são algumas das perguntas que fizemos para entender de que maneira a paralisação dos caminhoneiros em todo o Brasil, e sua consequente crise no abastecimento de recursos, podem impactar no dia a dia e nos negócios das agências de propaganda. Confira o resumo de tudo que foi dito:

Paola Zingman, CEO da Arabella

“Organizamos um sistema de trabalho remoto para não afetar as atividades do dia a dia. Atualmente, a tecnologia facilita lidar com situações deste tipo. Hoje, trabalhar remoto não é um problema e as entregas dos clientes continuam sendo realizadas dentro do prazo e normalmente. O que mais afetou a Arabella foram as reuniões, que foram reagendadas ou migramos para o formato de conferência. Agora, se a greve continuar manteremos nossa equipe trabalhando home office, porém indiretamente se começar a faltar alimentos, água, combustível, escolas... Isso vai afetar a vida dos funcionários e acabará afetando o nosso dia a dia. Esperamos que nesta semana o governo consiga chegar num acordo e assim, aos poucos, voltar tudo a normalidade.”

Aline Garcia, business leader da AKQA

“Ontem às 20h, a AKQA enviou um comunicado pedindo para os colaboradores que tivessem dificuldade em estar pessoalmente na agência, se alinhassem com os times envolvidos e realizassem home office. Caso fosse indispensável estar presencialmente, os colaboradores foram orientados a usar o sistema de transporte com voucher. Não estamos com problemas de entrega, nem teremos alteração de prazos. Por hora, estamos com algumas pessoas in loco e outras em home office, mas todos conectados por meio de e-mails, mensagens e vídeo conferências. Iremos operar dessa maneira até que a situação seja normalizada. Vale reforçar que estamos trabalhando normalmente.”

Marcelo Ficotto, diretor de operações e tecnologia da Tribal

 “Até agora não houve problema com a conclusão dos trabalhos e o prazo dos clientes, mas estamos estudando algumas alternativas para os próximos dias caso a crise persista. Se a greve continuar é possível que haja impacto nas entregas. Alguns profissionais conseguem trabalhar no modelo home office, mas em outras áreas, como a criação, nossa presença e troca física é bastante importante. Estamos tomando todas as medidas possíveis, como acesso remoto, horários alternativos e algumas outras medidas para minimizar o impacto. Obviamente a mídia OOH e PDV sofrerão os maiores impactos justamente pela questão da distribuição física. Para esses casos iremos negociar caso a caso com cliente e veículos, caso ocorra.”

Andre Passamani, sócio e coCEO da Mutato 

“Hoje está sendo um dia bem peculiar. Mas praticamente todo mundo conseguiu chegar. Muitas pessoas com dificuldade por conta de problemas do transporte público. Pela manhã providenciamos transporte para algumas pessoas que pediram auxílio. Ainda não tivemos problema com entrega de trabalhos e prazo aos clientes, mas obviamente nos preocupamos com isso quando pensamos no feriado na quinta-feira e o clima de incerteza que ronda toda a questão da paralisação. Se a partir desta quarta-feira ainda estivermos vivendo este impasse, certamente teremos um impacto maior nas entregas, imagino que até como reflexo de problemas logísticos que nossos clientes possam estar enfrentando. Além disso, algumas reuniões previstas para esta semana estão sendo reagendadas para a semana seguinte, o que exigirá de nós uma agilidade maior quando as coisas se normalizarem. Estamos nos preparando para a continuidade do trabalho caso a greve persista. Nosso time foi liberado para trabalhar em home office a partir de hoje.”

Ingrid Raszl, managing director, da Stink Films

“Nossa orientação é que venham para a produtora aqueles que conseguirem. Quem não puder estar presencialmente, deverá se comunicar com a equipe e trabalhar em home office. Mesmo que a situação seja resolvida hoje, deve demorar uma semana para que tudo volte ao normal. Mas como falamos, estamos trabalhando normalmente e administrando pontualmente nossas necessidades com soluções criativas.”

Marcos Giovanella, sócio-fundador da Queen Content, de Curitiba

“Ontem quando vimos que não teríamos uma resolução positiva, falei com meu sócio por telefone e decidimos que quem mora longe e depende de carro faria home office hoje. Aí hoje no final do dia veremos se essas pessoas continuam via home office amanhã ou se já podem vir. Quem mora longe, mas consegue ônibus ficaria a livre escolha se faria home office ou se viria para cá. Quem está a distância a pé ou bike (meu caso) viria para cá. Não temos problemas em relação a entrega para os clientes. Tudo continua normal. O que nos preocupa é a agenda de reuniões, que estão sendo remarcadas ou realizadas por skype ou telefone. Hoje ainda, ao longo do dia continuaremos analisando a situação. A nossa principal orientação para o time foi a de poupar recursos para eventuais emergências.”

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