Quando foi lançada, em 1939, a revista Glamour se chamava Glamour of Hollywood e tinha foco nas estrelas do cinema: as roupas e a maquiagem que usavam, hábitos e comportamento em geral. De lá para cá, a revista se tornou um dos títulos femininos mais vendidos do mundo, dirigido a jovens mulheres com idade entre os 20 e 30 e muitos anos, com foco ampliado para informações de moda, beleza, comportamento e, ainda, política, cultura e saúde. 

Divulgação

Em novembro deste ano, o engajamento em uma das discussões mais quentes do momento, como o empoderamento feminino, será amplificado em uma edição especial, totalmente produzida por mulheres. A ação faz parte do movimento Powered by Women, iniciado pela Glamour americana e estendida para outros 17 países.

Paula Merlo, diretora de redação da Glamour no Brasil, conta que a primeira edição #PoweredByWomen saiu em fevereiro, nos Estados Unidos, e deu tão certo que, agora, as revistas de novembro do mundo todo estão seguindo o exemplo. A ideia é fazer uma publicação 100% produzida por mulheres, da fotógrafa à maquiadora. “Não é uma questão comercial. É política, é protesto, é empatia, é sensibilidade para com este momento único que as mulheres estão vivendo”, explica Paula.

Segundo a editora, a equipe fixa da revista, que está há cinco anos no país e é editada pela Globo Condé Nast, conta com dois homens e, apesar de o consumo de moda ser dominado por mulheres e a Glamour ter mais leitoras que leitores, a equipe de colaboradores da revista é quase sempre toda masculina.

Mundialmente, o movimento Powered by Women conta com o apoio da estilista Stella McCartney, que desenhou um modelo de camiseta exclusivo e limitado para a revista. Paula conta que a Glamour Brasil só fica atrás da americana em número de seguidores no Instagram, que o site bate recordes de audiência mês a mês. “Somos um case online. Nossa média mensal de unique visitors é de 6,1 milhões”, declara.